HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO
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Bradesco e Itaú preveem queda de 2,8% no PIB do ano que vem

Relatórios das duas instituições apontam recessão mais profunda este ano com PIB caindo entre 3,6% e 3,7%

Ricardo Leopoldo, Álvaro Campos, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2015 | 02h02

O Itaú Unibanco passou a avaliar que a recessão em 2015 e 2016 será mais profunda que o esperado e alterou suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) de -3,2% para -3,7% neste ano e de -2,5% para -2,8% no próximo.

"A incerteza política e econômica deve prosseguir em 2016. A recuperação da economia depende, em grande parte, da aprovação de medidas de ajuste, o que requer consenso político", destaca em relatório da instituição o economista-chefe Ilan Goldfajn.

O documento aponta que as dificuldades fiscais elevam a previsão de déficit primário para 2015, de 1,0% para 1,2% do PIB. Em função das fortes pressões sobres os preços, o Itaú Unibanco acredita que o IPCA subirá 10,5% em 2015. Para o próximo ano, diminuiu sua projeção de 7,0% para 6,8%, especialmente pela revisão das cotações do petróleo. Já a taxa básica do Banco Central (Selic), o banco acredita que deverá ser mantida em 14,25% ao longo de 2016.

Também a equipe do Bradesco revisou as projeções para a economia brasileira depois da divulgação do PIB do terceiro trimestre, ficando em linha com as do Itaú. O banco agora prevê contração de 3,6% este ano, ante estimativa anterior de -3,3%. Para 2016, a perspectiva passou para contração de 2,8%, ante -2,0%.

Em relatório, a instituição explica que apesar de o PIB do terceiro trimestre (-1,7%) ter ficado basicamente dentro de suas projeções, o IBGE revisou os dados do segundo e do primeiro trimestres. "Com a incorporação dos resultados e com os dados disponíveis até hoje, o PIB do último trimestre deve continuar mostrando retração", dizem os analistas do banco. Para o PIB do quarto trimestre, a projeção é de queda de 1,0%.

Em relação a 2016, o banco afirma que as incertezas sobre a inflação e o resultado fiscal do governo continuarão pesando. "Quanto mais rápido forem superados os problemas fiscais e mais rapidamente houver convergência da inflação à meta, mais rapidamente veremos o retorno da confiança e do crescimento."

A estimativa de queda de 2,8% no PIB do próximo ano, diz o Bradesco, pressupõe que os desafios fiscais e monetários serão minimamente equacionados.

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