Daniel Teixeira/Estadão
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Bradesco lança carteira digital para atrair desbancarizados

O Bitz, que nasce separado do banco 'para estar no mundo das fintechs', terá investimento de R$ 100 milhões

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2020 | 16h28

Para se fortalecer diante do crescimento da onda digital no mundo financeiro, o Bradesco lançou nesta segunda-feira, 14, o Bitz, sua carteira digital, de olho nos brasileiros desbancarizados. A meta é que a nova empresa, que nasce apartada do banco, alcance uma fatia de mercado entre 20% e 25% em três anos e duas aquisições já estão em curso.

A sede da nova companhia, assim, será distante da Cidade de Deus, em Osasco. Ela fica no InovaBra habitat, o berço de startups do Bradesco, localizado na Rua da Consolação, em São Paulo.

A novidade chega dois meses antes do lançamento oficial do PIX, solução de pagamentos instantâneos do Banco Central, que promete uma revolução para o setor de meios de pagamento no Brasil. "O PIX se torna uma oportunidade gigante para o Bitz funcionar bem", afirma Curt Zimmermann, recrutado para ficar à frente do Bitz Serviços Financeiros.

Segundo o executivo, há uma parcela muito grande no Brasil de pessoas desbancarizadas, e esse é o foco da empresa e de onde deve vir o crescimento almejado. "O Bitz serve muito bem como um produto para entrantes no mercado financeiro. É mais uma agregação do que uma oferta a clientes atuais", explicou.

Com uma meta que classificou como agressiva de crescimento, aquisições podem ocorrer, sendo que duas já estão na mesa, uma forma de agregar mais tecnologia ao produto e mais clientes. Segundo Zimmermann, o fato de a empresa estar sediada no InovaBra vai ajudar nessa missão. "Queremos comprar pelo expertise, gostamos do grupo de executivos dessa empresa" explicou.

Além do armazenamento de dinheiro e da realização de pagamentos, o Bitz permitirá ao cliente transferências, recebimentos, recarga de celular, pagamentos via QR Code, assim como compras online. A carteira será aceita na rede de mais de 1,5 milhão de maquininhas da Cielo distribuídas pelo País. As pessoas jurídicas, empresas e vendedores cadastrados ao serviço poderão enviar links de pagamento aos clientes.

O Bradesco vai investir na nova empresa inicialmente R$ 100 milhões, nos primeiros 12 meses de operação. As aquisições que ocorrerem nesse trajeto não estão inseridas nesse montante. "Decidimos fazer como uma empresa separada do banco, justamente para estar no mundo das fintechs. Com a velocidade e flexibilidade de sermos uma empresa apartada, queremos viver o mundo das fintechs de forma completa", disse Zimmermann, em coletiva de imprensa.

A rentabilidade da nova companhia virá de receitas com comissões de vendas feitas no aplicativo, operações de recarga do celular, além do saque feito por meio do cartão Bitz na rede 24 horas, além de remuneração por transação do cartão Bitz, por exemplo.

Os serviços de tecnologia do novo produto serão prestados pela Cielo, da qual o Bradesco é controlador junto com o Banco do Brasil.

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