Werther Santana/AE-14/6/2010
Werther Santana/AE-14/6/2010

Bradesco lucra R$ 2,7 bilhões no primeiro trimestre

Resultado, puxado principalmente pela alta do crédito, é o segundo melhor de um banco para o período, segundo a Economática

Altamiro Silva Júnior, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2011 | 00h00

O Bradesco teve lucro líquido de R$ 2,7 bilhões no primeiro trimestre de 2011. O ganho é 9,5% menor que o do último trimestre do ano passado, mas 28% superior ao do mesmo período de 2010. Segundo a empresa de informações financeiras Economática, foi o segundo maior lucro da história bancária para o período. O crescimento anual foi puxado pelo crédito, principalmente para pessoas jurídicas, e pela área de seguros.

O banco também informou lucro ajustado de R$ 2,738 bilhões, alta de 27,5% em relação ao ganho ajustado dos primeiros três meses do ano passado. A diferença do resultado contábil decorre de efeitos fiscais e provisões para causas cíveis, segundo o demonstrativo de resultados. O retorno patrimonial considerando o ganho ajustado foi de 24,2%. Já em relação ao lucro recorrente, o indicador fica em 23,8%.

Os ativos totais do Bradesco fecharam março em R$ 675,4 bilhões, crescimento de 26,8% ante o mesmo mês de 2010. Já o patrimônio líquido cresceu 19% na mesma base de comparação, para R$ 51,297 bilhões. Neste trimestre, o banco fechou um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, o que contribuiu para aumentar o patrimônio. Já a margem financeira atingiu R$ 9,4 bilhões, apresentando crescimento de 21,8% em relação ao primeiro trimestre de 2010.

A carteira de crédito expandida, que inclui avais e fianças, cessão de crédito e antecipação de recebíveis, atingiu R$ 304,4 bilhões no primeiro trimestre, evolução de 22,6% em relação ao mesmo período de 2010. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 100,1 bilhões (crescimento de 16,4%), enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram o montante de R$ 204,3 bilhões (alta de 25,9%).

Inadimplência. O índice de inadimplência do Bradesco, considerando os atrasos acima de 90 dias, parou de cair depois de cinco trimestres consecutivos de redução. O indicador fechou março em 3,6%, mesmo nível de dezembro de 2010, mas abaixo dos 4,4% do primeiro trimestre de 2010. O indicador para pessoa física ficou em 5,5%, estável na comparação trimestral e com queda de 1,2 ponto em 12 meses.

As taxas de inadimplência do Bradesco devem se manter estáveis nos próximos trimestres, segundo o diretor vice-presidente executivo e de Relações com Investidores do Bradesco, Domingos Figueiredo de Abreu.

"A manutenção do índice de inadimplência no primeiro trimestre foi positiva, considerando o aumento da carteira de crédito e a menor liquidez do período", disse. O executivo destacou que, na pessoa física, o indicador já está em níveis inferiores ao que foi registrado antes da crise financeira mundial, quando estava na casa dos 6%. "Isso está relacionado à melhora do nível de emprego e da renda da população", disse.

Sobre as medidas macroprudenciais anunciadas em dezembro para conter o crédito ao consumo, Abreu avalia que já produziram impacto nos números do primeiro trimestre. A carteira de pessoa física cresceu menos que as demais no trimestre, com expansão de apenas 2% ante o trimestre anterior, abaixo dos 3,7% da carteira total de empréstimos. "É difícil saber quanto estaria crescendo sem as medidas do governo, pois estamos em outro cenário, mas houve efeito."

Crescimento

R$ 675,4 bi

era o total de ativos do Bradesco em março, um crescimento de 26,8% em relação ao mesmo

mês de 2010

R$ 51,3 bi

era o patrimônio líquido do banco no final do primeiro trimestre, um aumento de 19% na mesma comparação

R$ 304,4 bi

era o valor, em março, da carteira de crédito expandida, que inclui, por exemplo, avais e finanças

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