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Bradesco nega que vá reagir à possível expansão do Santander

Cypriano recusa compra de outros bancos e quer crescer organicamente

Adriana Chiarini, O Estadao de S.Paulo

26 de setembro de 2007 | 00h00

O presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, declarou ontem que ''''não procede'''' a especulação do mercado de que o banco poderia adquirir outras instituições como reação à possível compra do holandês ABN Amro pelo espanhol Santander. O banqueiro frisou que o Bradesco vai buscar crescimento orgânico e espera acrescentar 2,5 milhões de correntistas à sua base ainda neste ano.Pelas suas projeções, caso compre o ABN, o Santander deverá ocupar o segundo ou terceiro lugar no ranking dos bancos no Brasil. Cypriano lembrou que, quando um banco adquire um concorrente, ocorre uma sobreposição de redes, de agências e de clientes. ''''Dois e dois não são quatro. Eles vão ter que se adequar'''', disse, alegando que considera positivo o mercado ser competitivo. ''''A concorrência faz com que a gente se recicle ou não se acomode.''''O banqueiro lembrou ainda da possibilidade também de o banco britânico Barclays, que não opera no mercado brasileiro, vir a comprar o ABN Amro. ''''A gente não sabe as intenções do Barclays.'''', comentou.O executivo refutou a possibilidade de o crescimento do Santander levar à redução mais rápida dos juros bancários. ''''Se fosse assim, a gente já teria visto isso quando o Santander comprou o Banespa (em 2000).''''Segundo ele, os custos para o setor no Brasil são ''''muito elevados''''. E citou fatores como os tributos CPMF, PIS, Cofins e os depósitos compulsórios dos bancos no Banco Central BC), além da ''''inadimplência elevada'''' e insegurança jurídica para justificar as taxas elevadas. Para ele, os juros cairiam mais rapidamente com a queda dos compulsórios''''. Ele lembrou que 45% dos depósitos em conta corrente ficam no BC.Cypriano defendeu a redução gradativa da CPMF como estratégia para o fim do tributo. ''''Para o sistema bancário, é importante que a CPMF caia'''', declarou. Segundo o banqueiro, além de representar custos para o sistema, a CPMF ''''é altamente inflacionária''''.Ele admite que dificilmente o governo vai conseguir uma fonte de arrecadação que compense a receita da CPMF. Por isso, defende a sua redução gradativa. ''''Poderia cair, inicialmente, para 0,30%. De 0,38% para zero não iria cair mesmo.''''CRISE GLOBALO presidente do Bradesco comentou também que a redução dos juros nos Estados Unidos, na semana passada, ''''anima o mundo todo''''. Para ele, a decisão foi ''''bastante prudente''''. Ele observou que o Brasil teve ''''alguns solavancos'''' durante a turbulência financeira global, mas ressaltou que as perdas da Bovespa foram recuperadas. ''''O Brasil é uma economia madura, que não foi contaminada.''''Para ele, a volatilidade das ações no Brasil no período foi causada por serem ativos ''''extremamente líquidos'''' e boa parte está em mãos de estrangeiros. ''''Cerca de 30% dos acionistas preferenciais do Bradesco são estrangeiros'''', informou.Para o banqueiro, o Brasil deverá ter o grau de investimento no ano que vem, ''''com certeza'''', e com isso terá taxas de juros mais ''''palatáveis''''. E acrescentou que o crédito no Brasil é muito baixo e a possibilidade de crescimento, muito grande.

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