Werther Santana/Estadão
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Bradesco passa a prever queda de 4,5% para o PIB brasileiro este ano

Projeção anterior do banco era de retração de 5,9%; mudança foi motivada pelos dados da atividade econômica, que têm surpreendido positivamente

Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2020 | 11h05

O Departamento Econômico do Bradesco informou nesta terça-feira, 28, em relatório, que revisou sua expectativa em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. A projeção, que era de queda de 5,9%, foi para uma retração de 4,5%. Para o ano que vem, o grupo de economistas do banco espera um crescimento de 3,5%. 

A revisão do PIB, com redução da queda esperada, de acordo com o documento do Bradesco, reflete os dados de atividade, que seguem surpreendendo positivamente, sugerindo um recuo menos intenso do PIB neste ano. Além da melhora em diversos indicadores, há sinais de alguma estabilização no ritmo de disseminação da covid-19, reduzindo os temores de uma segunda onda. “A produção industrial e as vendas do varejo têm confirmado o movimento mais forte de melhora dos índices de confiança”, diz o relatório.

O Bradesco também passou a trabalhar com uma contração de 3,6% da economia mundial em 2020. Antes a projeção era de uma queda de 4% da economia global. “A retomada deverá acontecer em dois estágios. Para 2021, estimamos expansão de 3,5%, ligeiramente acima do padrão de crescimento dos últimos anos. De toda forma, alguns riscos seguem presentes, fazendo com que, apesar do tom mais positivo do cenário global, a dispersão das probabilidades ao redor do cenário base siga acima do usual”, observam os economistas do banco.

Inflação e juros

Os economistas do Bradesco projetam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, deve encerrar 2020 com alta de 1,9%, chegando a 3,1% em 2021. Esse processo de aceleração da inflação, segundo o banco, é esperado após um período atípico de deflação durante a pandemia do novo coronavírus, ocorrendo, portanto, uma gradual normalização em direção ao centro da meta.

Já para a taxa de juros, a Selic, a previsão do banco é que permaneça em 2,25% até o final deste ano e que encerre 2021 em 3%.

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