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Bradesco revisa PIB de 2014 de 1,5% para 1%

Projeção de crescimento em 2015 também caiu, de 2% para 1,5%

Francisco Carlos de Assis, Agência Estado

21 de julho de 2014 | 09h25

SÃO PAULO - O Departamento Econômico do Bradesco acaba de revisar para baixo suas expectativas de PIB para este e o próximo ano. Para 2014, a projeção de crescimento saiu de 1,5% para 1%. Para o ano que vem, de 2% para 1,5%. As informações constam de relatório que o banco enviou ha pouco a clientes. Segundo os economistas do banco, as revisões foram movidas pela queda da confiança.

"No primeiro semestre de 2014, os índices de confiança aceleraram a trajetória de queda que apresentavam desde 2013 e passaram a sinalizar um nível de atividade bem mais fraco do que o esperado pelos analistas. Essa forte queda nos motivou a realizar uma atualização da projeção de crescimento do PIB", explicam.

Ainda segundo os economistas, o controle das pressões inflacionárias em 2013 passava pela desaceleração da demanda agregada. O ajuste de juros realizado até aqui, no entanto, sugere que a desaceleração da demanda seria menos intensa do que o apontado pelos dados correntes.

"Em nossa visão, o vetor mais importante para a frustração com o desempenho de consumo e investimento no curto prazo é a queda da confiança da indústria e consumidor apurados pela FGV primeiro afetando a indústria e as contratações e, neste momento, o consumo das famílias", justificam os economistas do Bradesco. 

China. A aceleração do PIB chinês no segundo trimestre deste ano posterga importantes ajustes da economia para o ano que vem, avaliam em relatório os economistas do Bradesco. Para eles, respondendo às medidas de suporte adotadas desde meados de março, a economia chinesa mostrou recuperação no segundo trimestre deste ano, ao crescer 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado, superando o verificado nos primeiros três meses do ano (7,4%).

"Na comparação trimestral, a melhora é notável, acelerando de uma alta de 1,5% para outra de 2,0%, na passagem do primeiro para o segundo trimestre, o que implica taxas de crescimento anualizadas de 6,1% e 8,2%, respectivamente. Esse resultado, por sua vez, reduz de forma significativa as preocupações sobre uma desaceleração mais forte da economia chinesa, tendo em vista a retomada observada nos últimos meses em relação ao começo do ano", explicam.

Ao mesmo tempo, dizem os analistas do Bradesco, os riscos sistêmicos que poderiam vir do sistema financeiro também se reduziram e os governos locais estão relaxando as políticas restritivas de compra de imóveis, evitando um ajuste muito rápido do setor imobiliário.

Com isso, a meta de crescimento de 7,5% neste ano se torna mais factível, em linha com a expectativa do banco de que o PIB chinês crescerá 7,3% neste ano.

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