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Bradesco vai desacelerar concessão de crédito em 2009

Retração das instituições privadas levou o governo a garantir acesso a empréstimos do BB e da Caixa

Ana Paula Ribeiro, da Agência Estado,

18 de novembro de 2008 | 13h57

O Bradesco prevê uma desaceleração no crescimento do crédito a pessoa física no ano que vem para 14,5%, contra os 25% de expansão esperados para 2008, segundo informou o diretor-gerente da instituição Paulo Isola. "Esperamos um volume menor de vendas no varejo e, por isso, o crédito vai crescer menos, mas temos que lembrar que a partir de agora passaremos a comparar bases mais altas", afirmou. Adiantando-se a esse quadro, o governo brasileiro tomou, ao longo dos últimos dias, uma série de decisões para garantir o acesso ao crédito a vários segmentos da população. Spo nesta semana  foram anunciadas novas linhas de financiamento habitacional da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para servidores públicos federais e um aumento de 25% na oferta de crédito consignado da Caixa para 2009. Somados, os dois anúncios devem colocar R$ 18 bilhões no mercado.Só as novas linhas de crédito imobiliários da Caixa e do Banco do Brasil somam R$ 8 bilhões, sendo R$ 4 bilhões cada. Já o diretor-gerente do Bradesco avalia que a desaceleração na concessão de crédito dos bancos privados pode ser positiva quando se observa o fato de que as instituições estão mais preocupadas em avaliar melhor os riscos na concessão de empréstimos.  Desaquecimento e inadimplência Outro fator que contribuirá para o menor crescimento das operações de crédito é a demanda, que já demonstra sinais de desaquecimento. No caso de veículos, os pedidos de financiamento no Bradesco caíram em outubro 38% em relação a setembro. Já em novembro a desaceleração foi menor, 11%, ainda na comparação com setembro. A instituição restringiu ainda a concessão do crédito, exigindo entrada mínima de 10% no caso de veículos novos e de 20% nos usados.  Além da desaceleração no crédito, Isola afirmou que o Bradesco trabalha com uma perspectiva de aumento na inadimplência no sistema financeiro nacional, que deverá passar dos 7,8% de 2008 para 8,9% em 2009, retomando para 7,5% no ano seguinte. A deterioração será conseqüência, segundo o executivo, da redução do número de vagas no mercado formal de trabalho. Na avaliação de Isola, essa alta da inadimplência não é preocupante porque no Bradesco a maior concentração de crédito na pessoa física está nas modalidades em que há garantias, que são os financiamentos a veículos e o crédito consignado.  A estratégia de crescimento do Bradesco na área de pessoa física será mais focada no crédito por meio de cartões de crédito. De acordo com Isola, o banco aposta que os consumidores passarão a utilizar mais esse meio de pagamento e que há espaço para ampliar a penetração nesse produto, inclusive entre os não-correntistas. "Há um esforço para elevar a base de aceitação dos cartões e em aperfeiçoar a forma de concessão desse crédito", explicou. Isolda participou nesta manhã do XX Congresso da Fibafin (sigla em espanhol para Federação Ibero-Americana de Associações Financeiras), evento promovido pela Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).  Novas Agências O diretor-gerente do Bradesco Paulo Isola afirmou que a instituição retomou o plano de abertura de agências, suspenso em outubro devido às incertezas em relação ao cenário econômico. "Já retomamos o nosso plano de crescimento", disse. No mês passado, o banco suspendeu a procura de novos pontos comerciais que pudessem abrigar as agências que entrariam em funcionamento a partir do ano que vem. No ano passado, o Bradesco anunciou um plano de abrir 500 agências em três anos. Em 2007 foram inauguradas 98 e neste ano, 168 até setembro e há outras 22 previstas até dezembro. Ao final de setembro, o Bradesco contava com um total de 3.235 agências. 

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