Bradesco vê inadimplência em 3,7% no fim do ano

O Bradesco espera chegar ao final do ano com inadimplência em 3,7 por cento, frente a 4 por cento no segundo trimestre, disse nesta terça-feira o vice-presidente e diretor de Relações com Investidores do banco, Domingos Abreu.

REUTERS

28 de setembro de 2010 | 17h32

"Há espaço ainda para melhorar os níveis de inadimplência, mas a melhora não será tão rápida quanto nos últimos trimestres", afirmou a jornalistas.

A inadimplência medida pelo saldo das operações de crédito vencidas há mais de 90 dias ficou no segundo trimestre no menor nível desde o encerramento de 2008, no ápice da crise mundial reforçada pela quebra do banco norte-americano Lehman Brothers.

A redução dos calotes veio como consequência da forte atividade econômica no Brasil, com aumento da renda e redução do desemprego.

Abreu disse ainda que o Bradesco mantém a previsão de aumento de sua carteira de crédito de 21 a 25 por cento em 2010. Para 2011, o banco ainda não tem projeções de expansão dos empréstimos.

O executivo afirmou também que será difícil de o Bradesco retomar a participação no mercado de crédito perdida para os rivais estatais durante a crise global, quando as instituições financeiras privadas no Brasil pisaram no freio e as públicas ampliaram os financiamentos como forma de conter a queda da economia.

"Dificilmente vamos retomar o nível (de market share) que tínhamos antes da crise", reconheceu o vice-presidente do Bradesco.

(Reportagem de Aluísio Alves)

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