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Brandt avalia aquisições para obter 20% do mercado

Empresa de fertilizantes especiais, que em 2016 adquiriu a brasileira Target, planeja um salto em sua participação de mercado nos próximos três anos

O Estado de S. Paulo

28 Agosto 2017 | 06h20

A norte-americana Brandt, empresa de fertilizantes especiais que em 2016 adquiriu a brasileira Target, planeja um salto em sua participação de mercado nos próximos três anos. Quer sair dos atuais 1,5%, de um segmento que movimenta R$ 3 bilhões por ano, para 15% a 20%. Para isso, vai investir de R$ 50 milhões a R$ 80 milhões neste período em aquisições de empresas do setor e na possível construção de uma fábrica em Londrina, no Paraná. O presidente da Brandt no Brasil, Wladimir Chaga, tem mantido conversas com três empresas do Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Sua ideia é fechar negócio neste ano ou até o início de 2018 para atingir 7% de participação no mercado. “Virão outras aquisições certamente”, afirma Chaga em conversa com a coluna.

Para guardar. A safra recorde de grãos no Brasil está impulsionando as vendas de silos-bolsa, que permitem guardar a produção nas fazendas. Maior fabricante do produto, a Pacifil deve fechar 2017 com aumento de 50% nas vendas. Como também exporta, a empresa está perto de usar toda sua capacidade de produção anual, de 130 mil silos-bolsa. 

E vender depois. A estrutura custa menos que os silos convencionais, é de rápida montagem e pode armazenar 180 toneladas. Os brasileiros compram menos de 100 mil silos-bolsa por ano, enquanto os argentinos, até 350 mil. “Com certeza temos potencial para alcançar a Argentina”, diz o diretor comercial da Pacifil, Gustavo Bazzano. 

De vento em popa. A montadora de máquinas agrícolas Massey Ferguson espera bons resultados na Expointer, feira agropecuária que acontece nesta semana em Esteio (RS). O diretor de Vendas, Rodrigo Junqueira, projeta vendas 10% a 15% maiores que na edição de 2016. Ele justifica o otimismo com os mais de dez lançamentos, os juros mais baixos da linha de crédito Moderfrota e a disposição dos agricultores em investir em tecnologia. 

No azul. Para o ano, a Massey também prevê vendas até 15% maiores. Junqueira cita a safra recorde de grãos, investimentos feitos em maquinários por usinas de açúcar e álcool e a renovação da frota por produtores do Mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia). 

Café em dobro. Maior cooperativa de café do mundo, a Cooxupé investe R$ 36 milhões na ampliação da indústria de beneficiamento de café no Complexo Industrial Japy. Com o aporte, a unidade em Guaxupé (MG) deve dobrar a capacidade diária de beneficiamento de 10 mil para 20 mil sacas de 60 quilos. 

Na expectativa. O setor exportador de proteína animal tem esperanças de que, em breve, os EUA vão reabrir seu mercado para a carne bovina do Brasil. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antonio Camardelli, disse à coluna que a administradora do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, Carmen Rottenberg, deve visitar o País na primeira semana de setembro. O Brasil quer mostrar que a vacinação contra a febre aftosa não é um problema. Abscessos na carne, provocados pela vacina, levaram o país a suspender as compras do produto nacional.

Impasse. Produtor de cana, o ex-ministro Roberto Rodrigues (foto) cobra a revisão no Consecana. O sistema foi criado em 1999 e considera no cálculo da remuneração aos fornecedores apenas preços do açúcar e do etanol nos mercados interno e externo. Ganhos com bioenergia e produtividade industrial no período, por exemplo, não são incluídos.

Regras. Elizabeth Farina, presidente da Unica, entidade que representa as usinas, rebate a demanda sobre mudanças no Consecana: "A gente tem reuniões semanais sobre o Consecana. Todo mundo quer o melhor para todos, mas é difícil mudar regras em tempo de crise. Em geral é quando a gente quer mudar", disse.

Troca. A Monsanto vai incentivar clientes a usar a produção como moeda de troca na compra de insumos para a próxima safra. Como o Brasil colheu uma safra recorde de milho, a empresa sugere aos clientes que garantam sementes para a safrinha de 2018 pagando agora com o cereal estocado. A gerente de commodities da empresa, Juliana Jardim, estima que estas operações vão triplicar, porque produtores precisam liberar os silos para a soja a ser colhida no começo do próximo ano.

Ganha terreno. A multinacional norte-americana fechou o ano fiscal de 2017, encerrado neste mês, com 15% a 20% das vendas a prazo feitas na modalidade barter. Trocou soja e milho principalmente por sementes, mas também por defensivos. No ano fiscal de 2016, quando o acesso ao crédito foi mais difícil no Brasil, esse porcentual chegou a 30%.

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