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Brasil aceita reunião com Bolívia para discutir Rio Madeira

Amorim entrega carta respondendo ao pedido de reunião urgente feito pela Bolívia

Reuters

13 de julho de 2007 | 19h12

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, entregou nesta sexta-feira uma carta à chancelaria boliviana na qual informa que o Brasil aceita reunir-se com a Bolívia para discutir questões relativas às usinas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. "A reunião (...) poderia realizar-se em qualquer data conveniente para o lado boliviano na semana de 23 a 27 de julho corrente", disse Amorim na carta endereçada ao chanceler boliviano, David Choquehuanca, e divulgada no final da tarde desta sexta-feira pelo Itamaraty. Após a concessão da licença ambiental prévia às usinas do rio Madeira na segunda-feira, o governo boliviano havia pedido com urgência, em carta ao Itamaraty, uma reunião de urgência ao governo brasileiro para tratar do impacto das usinas no país vizinho. Na carta ao colega boliviano, Amorim destacou que "os projetos de Jirau e Santo Antônio e seus respectivos embalses estarão integralmente em território brasileiro e seu licenciamento é de responsabilidade das autoridades ambientais brasileiras". Ele reiterou, no entanto, que o governo brasileiro está disposto a "fornecer informações relativas às sucessivas etapas de implementação desses projetos". "O Brasil estará sempre disposto a discutir com as autoridades bolivianas (...) questões relativas ao aproveitamento energético dos recursos da bacia do rio Madeira", afirmou. Na carta, Amorim diz ainda que as usinas são "de fundamental importância" para as necessidades energéticas do país. E assegura que a decisão de construí-las levou em conta "implicações econômicas, sociais e ambientais, seguindo os rígidos padrões normativos da legislação ambiental brasileira". "Estou seguro de que (as condições da construção das usinas) também coincidem, em ampla medida, cokm as preocupações manifestadas em sua correspondência", disse Amorim ao colega.

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