Brasil admite retirar embaixador da Bolívia se diálogo não avançar

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, não descartou nesta sexta-feira a possibilidade de o Brasil retirar seu embaixador da Bolívia. É a primeira vez que uma autoridade do governo brasileiro admite esta hipótese depois do início da crise da nacionalização da exploração de gás e petróleo na Bolívia."Eu acho que nós não vamos retirar o embaixador simplesmente pelo que ainda está sendo discutido. Mas, evidentemente, se verificarmos que não há diálogo possível, nós vamos examinar as opções que existem", afirmou em coletiva de imprensa ao ser questionado sobre esta possibilidade.Amorim disse que vai examinar com o presidente Lula "as opções diplomáticas, com equilíbrio" e explicou que não exclui nenhuma ação diplomática. "Mas não vou ficar fazendo ameaça", disse. Ele afirmou que, "se chegarmos a este ponto, aí vamos ver".Amorim informou que o Brasil ainda considera o diálogo como a melhor maneira de lidar com a situação na Bolívia. "Eu teria, a princípio, uma viagem para La Paz. Vamos ver se ela se confirma".O ministro disse ainda que sem a participação da Petrobras não existirá o Gasoduto do Sul, que sairia da Venezuela e chegaria à Argentina, passando pelo Brasil. Sem o Brasil, afirmou, o gasoduto teria de dar uma volta muito grande e acabaria se transformando num gasoduto "do Oeste", e não mais do Sul.

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