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Brasil ainda é um "ilustre" desconhecido, avalia Sobeet

O Brasil, apesar de estar entre as 10 maiores economias do mundo, ainda é um "ilustre" desconhecido. "Com raras exceções, o conhecimento sobre o Brasil ainda é muito baixo e, além disso, nota-se também preconceitos que pareciam ou esperávamos ter desaparecido", disse o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Antônio Corrêa de Lacerda, um dos executivos presentes à primeira cúpula latino-americana do Fórum Econômico Mundial, no Rio de Janeiro.Lacerda disse ter notado esse desconhecimento e a persistência dos preconceitos entre os participantes estrangeiros durante as reuniões e "bate-papos" informais, onde o diálogo é mais aberto do que nos seminários. "Esses bastidores, muitas vezes, são mais produtivos, nesse sentido", disse Lacerda à Agência Estado. Em relação ao presidente eleito, Luis Inácio Lula da Silva, ele avaliou que "a expectativa é boa, comparada com aquele período pré-eleitoral, quando parecia estar tudo abaixo". Durante um dos painéis sobre as perspectiva dos empresários, executivos, intelectuais e lideranças políticas em relação ao Brasil, por exemplo, 85% deles disseram acreditar que Lula terminará seu mandato e apenas 15% disseram que não, quando um dos mediadores provocou ao perguntar se o presidente eleito correria um risco de não chegar ao final dos quatro anos de governo.A dúvida ficou em relação à política externa do novo governo. Quando os participantes foram indagados como seria o comportamento do PT sobre essa questão, 28% responderam que será um problema para o Brasil, sendo que os restantes dividiram as respostas em uma série de expectativas. Para a maioria (48%) dos mais de 100 participantes, as relações entre o Brasil e os Estados Unidos no governo Lula devem deteriorar-se. Apenas 6% disseram que podem melhorar.Para 82% as relações do Brasil com o mercado financeiro norte-americano vão piorar e ninguém arriscou a responder que poderiam melhorar com a nova gestão. Ainda durante essa pesquisa eletrônica e interativa, 49% responderam que as relações com o FMI e com o Banco Mundial também vão piorar, enquanto que 7% acreditam que devem melhorar.Expectativa positiva foi mostrada mesmo quando o moderador do debate perguntou se as relações entre o Brasil e a Argentina e, consequentemente, o Mercosul melhorariam durante o governo Lula. Para 60%, as relações com os argentinos devem melhorar, enquanto que 42% responderam a mesma coisa em relação ao bloco do Cone Sul.

Agencia Estado,

21 de novembro de 2002 | 17h51

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