Brasil amplia em 58% lista de produtos exportados ao Iraque

A exportação de novos produtos brasileiros ao mercado iraquiano, com valor abaixo de US$ 1 mil, cresceu no ano passado 58% com relação a 2005, passando de 19 para 30 itens. Segundo informou à Agência Estado o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil Iraque, Jalal Chaya, essas remessas, tecnicamente chamadas de prospecção, permitem ao exportador "conhecer melhor o gosto do iraquiano e mostrar a qualidade e a variedade dos produtos brasileiros".Chaya projeta que neste ano será possível dobrar as exportações brasileiras ao Iraque, que cresceram em valores e em quantidade de itens exportados em 2006. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as empresas brasileiras faturaram US$ 152,9 milhões e enviaram 100 linhas de produtos, contra, respectivamente, US$ 49,9 milhões e 46 itens no ano anterior.Para Chaya, o Brasil pode reativar suas vendas ao País árabe a números próximos àqueles antes do embargo econômico, imposto pelos Estados Unidos, quando chegou a atingir US$ 630 milhões. Ele ressalta ainda que já estão previstas, pelo menos, duas missões oficiais de empresários iraquianos ao Brasil em 2007, quando produtos hospitalares, embalagens, eletrodomésticos, aquecedores e placas de energia podem passar integrar a pauta das exportações brasileiras.Em 2006, as empresas brasileiras enviaram ao mercado iraquiano 30 linhas de produtos para testar o gosto do consumidor local. Dentre os itens que em 2006 aumentaram suas vendas após o envio de amostras um ano antes, estão utensílios de cozinha como colheres, garfos e escumadeiras de aço inox.Outro exemplo são as ferramentas de metal comum e para uso doméstico que estrearam na pauta de exportações em 2005 com valor de US$ 288,00, saltando para US$ 2.896,00 no ano passado. Para o presidente da Câmara, esses são sinais claros da aceitação de produtos do País no mercado iraquiano."Estamos mostrando que não temos apenas açúcar e carnes, mas também outros segmentos de produtos que podem passar a integrar o mercado iraquiano", afirma.

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