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Brasil amplia participação no comércio internacional pelo 3º ano

O Brasil ganhou em 2005 participação no comércio global pelo terceiro ano consecutivo, mas o peso relativo do País nas transações internacionais deverá estagnar neste ano. O quadro foi traçado pela Fundação Centro de Estudos em Comércio Exterior (Funcex). A participação do País subiu de 1,1% para 1,2%. Apesar de modesta, a diferença representa US$ 10 bilhões.O Brasil ganhou espaço porque suas vendas externas cresceram mais do que o comércio no mundo. As exportações brasileiras avançaram 22%. Já as vendas internacionais cresceram ao redor de 13%, explica o economista da Funcex, Fernando Ribeiro, utilizando estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para 2006, contudo, a taxa de participação permanecerá estagnada." Esse é o problema. A gente não consegue manter ganhos de participação no comércio mundial durante muitos anos seguidos. Ocorreram ganhos sucessivos em 2003, 2004 e 2005. Mas não se deverá ganhar de novo em 2006. A tendência é a taxa ficar estagnada. Poderia ganhar de novo", comentou Ribeiro. As exportações, este ano, deverão acompanhar o ritmo mundial este ano.Na prática, poucas vezes o Brasil conseguiu manter crescimento na participação global por mais de dois anos consecutivos. Um trabalho da Funcex mostra que o "surto exportador" do País nos últimos anos fez crescer a participação nacional no mundo de 0,85%, taxa em 1999, para o 1,2% estimado pela entidade para o ano passado.CâmbioOs níveis atuais, contudo, ainda são inferiores aos da década de 1980. No período, as exportações do Brasil chegaram a ser responsáveis por 1,4% do comércio internacional, indica o trabalho. A estagnação este ano estará ligada, segundo Ribeiro, ao nível baixo de câmbio e à perspectiva de menos investimentos no setor.No ano passado, o forte crescimento internacional acabou sendo mais favorável e compensando o efeito negativo do câmbio. Além disso, diz o economista da Funcex, a demanda interna cresceu mais devagar, o que facilita o processo de exportação de produtos.O trabalho da Funcex, de autoria de Ribeiro e do diretor da entidade, Ricardo Markwald, mostra que o crescimento médio de 2003 a 2005 foi da ordem de 24%, comparável apenas aos 25,1% do período de 1967 a 1974. De 1998 a 2002, as exportações do País avançaram apenas 4,2% ao ano, pouco menos que a média de 4,5% do período entre 1989 e 1998.

Agencia Estado,

20 de janeiro de 2006 | 18h25

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