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Brasil ampliará compras de trigo para 7,1 mi t em 2007

As importações de trigo feitas peloBrasil deverão crescer 8,7 por cento este ano, para 7,1 milhõesde toneladas, ante 6,53 milhões de toneladas em 2006, avaliounesta quarta-feira o presidente da Abitrigo, associação quereúne as indústrias brasileiras. O crescimento das importações, que coloca o Brasil como omaior comprador mundial, ocorre após uma safra pequena em 2006,e as compras externas devem continuar superiores a 6 milhões detoneladas em 2008, com base em previsões da própria Abitrigopara a produção na atual temporada, insuficiente para amenizaro aperto na oferta brasileira. O Brasil, segundo a associação, consome cerca de 10,5milhões de toneladas ao ano, e produzirá 3,3 milhões detoneladas em 2007, ante 2,2 milhões de toneladas em 2006. "A safra está mais para 3,3 do que para os 3,8 milhões quea Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima", disse opresidente executivo da Abitrigo, Samuel Hosken. A Abitrigo estimava no início do plantio uma safra 2007 de3,7 milhões de toneladas, mas reduziu a previsão em função degeadas e seca no Paraná (o principal produtor nacional), osmesmos fenômenos climáticos que arrasaram a colheita em 2006. A Conab informou que não contabilizou na estimativa deagosto as perdas pelas geadas no Paraná. De janeiro a julho, informou a Abitrigo, o Brasil importou4,4 milhões de toneladas (contra 4 milhões no mesmo período em2006), o que significa que as importações de agosto a dezembroseriam de 2,7 milhões de toneladas. Desse volume esperado para os cinco últimos meses do ano, amaior parte viria do hemisfério norte, ou pelo menos 1 milhãode toneladas, nas contas do presidente da Abitrigo. Desde oinício de julho, o governo dos EUA já reportou 273 miltoneladas de vendas de trigo norte-americano ao Brasil, que sesomam a cerca de 100 mil toneladas importadas do Canadá. Nos primeiros sete meses do ano, a maior parte dasimportações brasileiras vieram da Argentina, tradicionalfornecedor, onde o Brasil, por ser parceiro comercial doMercosul, compra o cereal com isenção de taxas. Hosken queixou-se que os argentinos aumentaram em mais de100 por cento as vendas para outros destinos em 06/07, para 3,3milhões de toneladas, o que reduziu o volume a ser exportadopara o Brasil e obrigou o país a comprar o trigo em países dohemisfério norte, com maiores custos (por taxas e fretes maiselevados), em um momento em que a commodity é negociada nosmaiores patamares em 11 anos em Chicago . "Eles (argentinos) sempre dizem que o Brasil pode ficartranquilo, mas os números mostram que eles têm mais interesseem abrir mercados do que fornecer ao Brasil... o governobrasileiro deveria exigir uma explicação." CONSUMO INTERNO O presidente da Abitrigo disse ainda que o governoargentino, argumentando que essas exportações elevadasreduziram a disponibilidade para o mercado interno, cancelou osregistros de exportação desde março, mas ao mesmo tempocontinou autorizando vendas de farinha ao Brasil. No primeiro semestre, as exportações de farinha argentinaao Brasil somaram 264 mil toneladas, segundo a Abitrigo,crescimento de 27 por cento ante igual período de 2006. "Dizemque não tem trigo, mas continuam crescento as exportações defarinha e de trigo para outros destinos." Este ano, a indústria prevê que o Brasil importará 500 miltoneladas de farinha argentina, equivalente a 670 mil toneladasde trigo. Esse seria um dos motivos do processamento do grão nopaís continuar no nível de 10,5 milhões de toneladas há anos. Na terça-feira, a Conab reduziu a previsão de consumointerno em 2007/08 para 10,17 milhões de toneladas, menorpatamar desde 2001/02. Para o superintendente de Gestão deOferta da estatal, a queda no consumo de trigo se deve à trocapelo consumidor de produtos feitos à base do cereal pelo arroz,cujo preço está mais baixo.

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