Brasil anuncia aporte de US$ 200 mi para Corporação Andina

O Governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira um aporte de capital de US$ 200 milhões para a Corporação Andina de Fomento (CAF), aumentando a sua participação no banco regional, informaram hoje fontes oficiais."O Brasil decidiu subscrever US$ 200 milhões em ações da CAF, que é um dos bancos que achamos que deve integrar um sistema financeiro para a América do Sul", disse o assessor para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, em declarações à imprensa.Segundo Garcia, o aporte será feito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já financia vários projetos de integração regional em toda a América Latina."A decisão aumenta a nossa presença econômica no desenvolvimento da região", afirmou.O anúncio foi feito no Rio de Janeiro durante a Cúpula do Mercosul, que reúne até amanhã os presidentes dos membros plenos do bloco (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela) e de seus associados (Bolívia, Colômbia, Equador, Chile e Peru).A CAF, braço financeiro da Comunidade Andina, é constituída por 17 países de região ibero-americana. Mas seus acionistas de pleno direito são Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Os associados são Brasil, Argentina, Espanha, Chile, Costa Rica, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, República Dominicana, Trinidad e Tobago e Uruguai, além de 16 bancos privados.Segundo Garcia, o aporte de capital do Brasil à CAF, que atualmente está em torno de US$ 115 milhões, procura fortalecer a instituição e constituir o embrião de um futuro banco sul-americano de desenvolvimento.Ele afirmou que a proposta do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de criar o Banco do Sul "será objeto de estudos técnicos".Segundo o assessor de Lula, mais que em um Banco do Sul, o Brasil está interessado em criar um sistema financeiro que inclua vários mecanismos de integração e não apenas um banco de desenvolvimento."O sistema pode envolver o Banco do Sul mas também prevê outros mecanismos, como o acordo já assinado com a para realizar o intercâmbio comercial em moedas locais e não em dólares, e uma ampliação dos atuais convênios de crédito recíproco", afirmou.

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