Mariana Bazo/Reuters
Mariana Bazo/Reuters

Brasil será, de novo, destaque negativo na reunião do FMI

Encontro, que ocorre em Lima, traz o País com uma economia fraca e desgastado pelos escândalos de corrupção

Rolf Kuntz, enviado especial, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2015 | 02h03

Mais uma vez o Brasil vai aparecer muito mal na foto, na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial esta semana em Lima, no Peru. O País será de novo um destaque negativo, tanto pelo estado e pelas perspectivas de sua economia quanto pelos escândalos de corrupção. Em reuniões anteriores, a Operação Lava Jato e a pilhagem da Petrobrás já apareceram em documentos e entrevistas. Ontem, a corrupção foi assunto da imprensa peruana e tema inevitável das conversas entre os jornalistas.

O tabloide Correo, publicado na capital, trouxe como manchete ontem uma reportagem sobre "Los e-mails del caso Lava Jato". O texto cita mensagens enviadas por uma "operadora do empresário José Dirceu" a ministros peruanos. Os e-mails, encontrados pela Polícia Federal brasileira, cuidavam dos interesses da Engevix em relação a projetos no Peru.

O FMI divulgará hoje novas projeções para a economia mundial. Não haverá surpresa se o desempenho previsto para o Brasil for pior que o da revisão de julho. Desde a semana passada, foram distribuídos capítulos analíticos de alguns relatórios. Em todos, o Brasil aparece entre os mais vulneráveis a novos choques globais, pelo mau estado de suas finanças públicas e pelo alto endividamento de boa parte das empresas. O quadro ficará mais completo e mais claro nos próximos dias - e provavelmente mais feio.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, estarão em Lima para participar de vários encontros. Em nenhuma reunião anual do FMI, nos últimos 12 anos, representantes brasileiros encontraram expectativas tão ruins a respeito das condições econômicas e políticas do País.

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