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Brasil apresentará novo pedido para que OMC investigue subsídios americanos

O Brasil apresentará até sexta-feira à Organização Mundial do Comércio (OMC) um novo pedido para que a entidade abra uma investigação contra os subsídios ao algodão dos Estados Unidos. Há uma semana, a Casa Branca bloqueou a primeira solicitação do governo brasileiro. Mas a medida americana foi apenas uma forma de retardar ainda mais qualquer decisão definitiva da OMC de condenar Washington por suas práticas comerciais. Com o novo pedido que será entregue à secretaria da entidade em Genebra, o Brasil conseguirá que as investigações sejam iniciadas no dia 28 deste mês. Pela lei da OMC, um país que está sendo atacado pode rejeitar um processo em apenas uma ocasião. No ano passado, a OMC já condenou os subsídios americanos à pedido do Brasil. Mas até hoje, a Casa Branca cumpriu apenas parcialmente as ordens da entidade e retirou de funcionamento programas que representam apenas 15% dos subsídios estatais ao algodão. O Itamaraty chegou a fechar um acordo com os americanos para que retaliações não fossem impostas. Mas o País agora quer que a OMC determine se os Estados Unidos de fato cumpriram a determinação da entidade ou não. Caso a OMC julgue que não houve uma retirada adequada dos subsídios, os brasileiros poderão impor sanções contra os Estados Unidos. Os americanos tentaram mais uma vez fechar um acordo com o Brasil para evitar o processo, mas desta vez não foram atendidos por Brasília. Para o Brasil, as medidas tomadas pelos Estados Unidos para reformar seus subsídios não foram ainda suficientes e as operações de distribuição de recursos ilegais aos produtores "continuam em plena operação".Caso os árbitros determinem que os Estados Unidos de fato não cumpriram a lei, a OMC dará a autorização para que o Brasil imponha sanções aos americanos. Para o Itamaraty, essa retaliação poderia chegar a US$ 4 bilhões. Na avaliação do governo, os Estados Unidos são os segundo maiores produtores do mundo de algodão apenas graças aos mais de US$ 12 bilhões em subsídios dados aos agricultores entre1999 e 2003.

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