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Brasil assiste como convidado a reunião do G8

Os ministros de Finanças do G8 (grupo formado pelos sete países mais industrializados do mundo, mais a Rússia) iniciam nesta sexta-feira, em São Petersburgo, na Rússia, uma reunião preparatória para a cúpula dos presidentes e chefes de Estado, que será realizada em julho. Brasil, China, Índia, Austrália, Coréia do Sul e Nigéria estão no encontro a título de convidados. Também participam da reunião os dirigentes do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização para o Desenvolvimento Econômico e o Comércio, assim como o ministro das Finanças da Áustria, país que preside atualmente a União Européia.As reuniões de trabalho serão no sábado, quando os ministros discutirão assuntos como os altos preços do petróleo e seu impacto na economia mundial, a luta contra as doenças infecciosas, o acesso dos países mais pobres aos recursos energéticos e aos programas de gestão financeira.Além disso, os ministros do G8, em reuniões com os convidados, debaterão a administração das finanças públicas e o papel dos mercados emergentes nos programas de desenvolvimento econômico internacional.Rússia A Rússia, que preside o G8 este ano, receberá a cúpula do grupo entre 15 e 17 de julho, em São Petersburgo, cidade natal do presidente russo, Vladimir Putin. A ambição de Putin é transformar a Rússia em membro de pleno direito do grupo. Até agora, os russos estão à margem do debate dos temas econômicos e financeiros, porque o país não pertence à Organização Mundial do Comércio (OMC).O país foi admitido em 1997 pelo grupo, formado então por estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. O convite foi uma forma de apoiar as reformas políticas e econômicas do primeiro presidente da Federação Russa, Boris Yeltsin.O embaixador dos Estados Unidos na Rússia, William Burns, confirmou que o presidente George W. Bush irá a São Petersburgo às vésperas da cúpula para falar com Putin "sobre o Irã, assuntos econômicos e temas da agenda da reunião". Segundo alguns analistas russos, Bush poderia aprovar a entrada da Rússia na OMC em troca de um apoio mais firme à postura norte-americana na crise do Irã.

Agencia Estado,

09 de junho de 2006 | 11h25

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