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Brasil avalia propostas da OMC e busca solução para Doha

Textos propostos pelos mediadores já geraram reações por parte de outros peso-pesados nas negociações da OMC

REUTERS

17 de julho de 2007 | 13h34

O Itamaraty anunciou que o Brasil ainda analisa os textos apresentados nesta terça-feira, 17, por mediadores da Organização Mundial do Comércio (OMC), cujo objetivo é conciliar interesses de diferentes países e, assim, tentar salvar a Rodada de Doha para a liberalização comercial. "O Brasil está estudando de perto o texto e detalhará sua posição nos próximos dias, mais provavelmente nos encontros da próxima semana em Genebra", disse um porta-voz do Itamaraty. "O Brasil continuará a trabalhar em busca de uma solução positiva para a Rodada de Doha", acrescentou. Segundo o porta-voz, extra-oficialmente, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, poderia comentar o texto em Bruxelas, na quarta-feira, quando encontra-se com o comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson. Amorim está na Índia.Veja também:Amorim diz a jornal indiano que Brasil ainda negocia na OMC Nesta terça-feira, os mediadores nas conturbadas negociações sobre bens agrícolas e industriais na OMC propuseram textos conciliatórios afim de salvar a Rodada de Doha. Don Stephenson, embaixador do Canadá na OMC e mediador para as conversas sobre bens industriais, disse que os países precisavam "buscar um equilíbrio" entre seus interesses conflitantes para assegurar um acordo nas negociações, que já duram quase seis anos. "Alguns desses limites apertados ou números de metas ou esboços serão bem dolorosos, evidentemente. Mas a dor será necessária para que se chegue a um acordo", disse Crawford Falconer, embaixador da Nova Zelândia na OMC e chefe das conversas agrícolas.Ambos incitaram os países a promoverem cortes maiores às proteções de mercado do que haviam oferecido em conversas recentes. Stephenson disse que as nações em desenvolvimento precisam aceitar uma redução mais profunda nas tarifas aplicadas aos bens manufaturados, enquanto os países ricos deveriam a ir além em suas propostas apresentadas recentemente, de redução de tarifas e subsídios agrícolas.Falconer disse que os distorcivos subsídios agrícolas dos EUA precisavam cair entre 66% e 73%, para entre US$ 13 bilhões e US$ 16,4 bilhões. E que as tarifas agrícolas mais altas da União Européia deveriam cair em até 73%. Negociadores dizem que a reação dos países às propostas dos mediadores determinarão se há ou não esperança de concluir a Rodada de Doha em 2007. O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, tem pressionado para que se cumpra este prazo, com o objetivo de evitar que as eleições nos EUA e na Índia contaminem as negociações, diminuindo as chances de sucesso da rodada. EUA, Europa e Índia - Os textos propostos pelos mediadores já geraram reações por parte de outros peso-pesados nas negociações da OMC. "Nós estamos ansiosos para o encontro da semana que vem em Genebra, quando trocaremos com os nossos parceiros comerciais as reações iniciais aos textos e discutiremos como levar as negociações adiante", disse a porta-voz do representante comercial dos EUA, Gretchen Hamel. Já a União Européia classificou os textos como "um passo útil adiante". "Nossa primeira reação é que os textos provêem uma base para um avanço nos trabalhos da Rodada de Doha, apesar de haver pontos sobre os quais nós temos importantes preocupações e outras questões relevantes nas negociações que não estão incluídas nesses textos", informou a Comissão Européia em um comunicado.Enquanto isso, a Índia afirmou ser cedo para comentar as propostas e anunciou um encontro do G20, grupo de países em desenvolvimento que lidera juntamente com o Brasil, para a próxima quinta-feira.(Com reportagem adicional de Doug Palmer e Missy Ryan, em Washington)(Por Raymond Collit, em Brasília, e Laura MacInnis, em Genebra)

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