Brasil avalia que é preciso melhorar textos para Doha

Em nota, Itamaraty afirma que textos dá tratamento inadequado a questões relevantes das negociações

Reuters,

20 de maio de 2008 | 17h58

A nova proposta da Organização Mundial de Comércio (OMC) para avançar com a Rodada Doha de negociações comerciais ainda precisa melhorar muito, afirmou nesta terça-feira, 20, o Ministério das Relações Exteriores.  Os textos revisados divulgados na segunda-feira são inadequados em relação a subsídios e tarifas agrícolas de países ricos, informou o Itamaraty em um comunicado.  "O texto dá tratamento ainda inadequado a pontos relevantes das negociações. Permanecem indefinidas questões centrais como os limites para os subsídios e para as tarifas nas economias mais avançadas e que mais distorcem os mercados", diz o comunicado.  O Brasil lidera o grupo de países em desenvolvimento conhecido como G-20 nas negociações para convencer as nações ricas sobre um acordo agrícola mais liberal.  "(O ministro Celso Amorim) notou restar trabalho importante a ser desenvolvido nos próximos dias no sentido de aprimorar os textos ontem circulados, para que possam ser uma base efetiva para as negociações ministeriais", completa.  Os textos revisados são a mais recente etapa na Rodada de Doha, lançada no final de 2001. Mas as negociações desde então têm sido difíceis, uma vez que países em desenvolvimento e desenvolvidos não conseguem entrar em acordo, especialmente em temas agrícolas.  "Ao tomar conhecimento dos textos, o ministro Celso Amorim afirmou que o Brasil permanece desejoso de um resultado da Rodada, ainda em 2008, que seja proporcional, equilibrado e que viabilize as metas de desenvolvimento econômico e justiça social nos países menos favorecidos", diz o comunicado.

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