Brasil buscará assentar agricultores expulsos da Bolívia

Pelo menos 150 famílias de agricultores ameaçados de expulsão de terras na fronteira entre Bolívia e Brasil poderão reconstruir suas vidas do lado brasileiro, em região próxima ao Estado do Acre. Segundo informações da Agência Brasil, uma ação conjunta entre os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento Agrário, com apoio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), governo do Acre e prefeituras, possibilitará infraestrutura para que ocorra o assentamento dessas famílias.

EQUIPE AE, Agencia Estado

28 de fevereiro de 2010 | 13h58

No total, aproximadamente 550 famílias foram comunicadas que podem ser expulsas da região fronteiriça por determinação da Constituição da Bolívia. A legislação boliviana determina que estrangeiros não podem viver em regiões de fronteira. O governo do presidente Evo Morales também estaria apoiando a iniciativa do governo brasileiro de apoio a esses agricultores.

Frentes de atuação nessa região estão em fase de organização desde agosto do ano passado. Nos últimos meses, depois de reuniões com autoridades brasileiras e bolivianas, alguns agricultores demonstraram interesse em mudar para o lado brasileiro. Cálculos não oficiais indicam que pelo menos 100 famílias gostariam de voltar para o Brasil, mas querem garantias de que terão condições de produzir em terras próprias.

A meta da força-tarefa brasileira é distribuir lotes de 50 a 80 hectares e mais R$ 32 mil em linhas de crédito para construção de casas e investimentos urgentes. Segundo o presidente do Incra, Rolf Hachbart, serão beneficiados apenas os agricultores que se encaixarem nos critérios de renda fixados pelo órgão. "O foco são os produtores pobres e precisam realmente. Por isso os critérios são rígidos e seguidos à risca", disse Hachbart à Agência Brasil. Ele informou ainda que os agricultores brasileiros receberão assistência necessária para a transferência, que deve ocorrer aos poucos, em pequenos grupos.

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