Brasil cai 8 posições no ranking de competitividade do WEF

O Brasil despencou oito posições no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial (WEF, singla em Inglês), publicado hoje na Suíça. Diante da crise política, a percepção de empresários em relação à competitividade do País foi duramente afetada e a economia brasileira passou da 57ª para a 65ª posição entre 117 países avaliados. O levantamento foi feito com empresas e concluído em maio deste ano, período em que as investigações em relação aos órgãos públicos estavam apenas em seus estágios preliminares e antes mesmo da revelação dos principais escândalos de corrupção. Para analistas, isso significa que o País poderá cair até mais no ranking no próximo ano. Segundo o Fórum, "os escândalos de corrupção e outros eventos que atingiram a imagem do setor público tiveram um efeito duplo: eles minaram a confiança dos empresários e desviaram as atenções dos legisladores de tarefas importantes na preparação da economia brasileira para os desafios da concorrência internacional". Formado por uma série de índices, o ranking indica que no que se refere à qualidade das instituições públicas, o Brasil despencou 20 posições e hoje o País ocupa a posição de número 70. Em termos de recursos públicos gastos de forma ineficiente, a percepção é a de que o Brasil está entre os últimos no ranking e ocupa apenas a 111ª posição. Nos índices econômicos, o Brasil ocupa a 115ª colocação no que se refere às taxas de juros e o Fórum alerta que só a estabilidade macroeconômica não tornará o País mais competitivo. "As notícias sobre os escândalos azedaram o clima entre o setor privado", afirmou Augusto Lopez-Claros, economista chefe do Fórum Econômico Mundial. Atualmente, países como Namíbia, Costa Rica, Colômbia, Uruguai, Tunísia ou Botsuana estão ocupando melhores posições que o Brasil no ranking. A queda registrada pelo Brasil ainda deve ser considerada juntamente com a inclusão de novos países que não haviam sido avaliados no ranking de 2004. Três deles - Catar, Kuwait e Casaquistão - foram incorporados neste ano e aparecem acima da posição brasileira. Ainda assim, a queda do Brasil no ranking foi uma das mais pronunciadas entre os 117 países. A liderança no ranking é da Finlândia, seguida pelos Estados Unidos e Suécia. O país latino-americano melhor colocado na classificação é o Chile que, segundo o Fórum, já apresenta instituições públicas com níveis equivalentes às da Europa. O Chile, na 23ª posição, está 31 lugares â frente do próximo país latino-americano no ranking, o Uruguai. Para realizar o levantamento, o Fórum contou com a cooperação da Fundação Dom Cabral no País que foi responsável por entrevistar 209 executivos de 19 empresas nacionais. Pareceres sobre 12 temas diferentes foram dados para que o ranking fosse criado.

Agencia Estado,

28 Setembro 2005 | 10h18

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