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Brasil cai para 46º lugar em competitividade, diz Fórum Mundial

O Brasil recuou duas posições, para a 46ª colocação, na edição 2002 do ranking de crescimento competitivo elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. O levantamento, que projeta a capacidade de crescimento dos países nos próximos anos, alerta que o obstáculo para o País alcançar uma classificação melhor é o ambiente macroeconômico, que permanece frágil.Apesar das incertezas sobre a economia norte-americana, o Fórum apontou os Estados Unidos como o país mais competitivo do mundo. O país ultrapassou a Finlândia, que ocupava a primeira colocação em 2001. O motivo é o desempenho dos EUA em tecnologia, pesquisa e nível de educação. As inovações no mercado de capitais e no setor de tecnologia da informação também pesaram na classificação.CritériosO índice de crescimento de competitividade é estabelecido a partir de três critérios que, segundo analistas, garantem o crescimento econômico: tecnologia, instituições públicas e ambiente macroeconômico. Para os pesquisadores, tecnologia é o que possibilita manutenção do crescimento e, segundo esse critério, o Brasil ocupa a posição de número 35, o que não é suficiente para colocar o País na lista das economias inovadoras em tecnologia.No que se refere às instituições públicas, o Fórum acredita que a transparência e garantia de leis, como a da propriedade privada, são elementos fundamentais para o funcionamento da economia. Nesse quesito, o Brasil é o 45º colocado.Mas a principal dificuldade é mesmo o ambiente macroeconômico em que vive o País. No que se refere à estabilidade, o Brasil aparece em 67º lugar, em uma lista de 80 países.Apesar do Brasil ocupar, no ano passado, a posição de número 44, os pesquisadores não acreditam que a mudança signifique o País está menos competitivo do que no ano passado. Isso porque o Fórum Econômico Mundial acrescentou no levantamento deste ano mais cinco países à lista avaliada no ano passado. DiferençaO Fórum ainda apresenta um segundo ranking sobre o potencial produtivo dos países. O índice de competitividade microeconômica, como é conhecido, coloca o Brasil na 33ª posição, uma queda de três postos se comparada à classificação de 2001. O relatório de competitividade é elaborado anualmente pelo Fórum Econômico Mundial, que no Brasil tem como parceira a Fundação dom Cabral, responsável pela coleta de dados no País. O professor Carlos Arruda, líder de desenvolvimento da Fundação dom Cabral e coordenador do estudo de competitividade na instituição, destaca que o Brasil tem sempre apresentado índices de competitividade microeconômica bastante superiores aos índices de crescimento competitivo.Segundo o pesquisador, a diferença se dá por diversos efeitos causados pela dimensão continental do País. Os indicadores de competitividade corrente (nos quais o Brasil tem melhor posição) tendem a refletir a concentração empresarial nas regiões Sul e Sudeste, enquanto os indicadores de crescimento competitivo mostram melhor os dados nacionais, que consideram o País como um todo. "Ou seja, os dados refletem o velho conceito da "Belíndia", formado por um país de contrastes competitivos", diz o pesquisador, lembrando a tese feita em 1974 pelo economista Edmar Bacha, de que o Brasil seria união da rica Bélgica com a pobre Índia, por causa da má distribuição de renda.

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