Brasil caminha para liderar exportação mundial de soja e carne

O Brasil deve terminar 2003 como o maior exportador mundial de soja, superando os Estados Unidos, e de carne bovina, ultrapassando a Austrália. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o bom desempenho do agronegócio este ano garantirá um recorde histórico no superávit da balança comercial do setor, que deverá somar US$ 24 bilhões em 2003, resultado de exportações de US$ 28 bilhões e importações de US$ 4 bilhões. No ano passado, o superávit foi de US$ 20,3 bilhões.Segundo o chefe do departamento de assuntos internacionais e comércio exterior da CNA, Antonio Donizeti Beraldo, 50% do aumento do superávit da balança do setor virá do complexo soja. Entre janeiro e julho deste ano, a receita cambial do complexo soja cresceu 76,6%. Para Beraldo, o incremento é resultado de dois fatores: o aumento da produção e a alta dos preços internacionais. Segundo a CNA, o Brasil exportará em 2003 mais soja que os Estados Unidos. Até o ano passado, os norte-americanos eram os campeões dos embarques de soja e derivados. As vendas externas deverão render US$ 8 bilhões ao País, ante US$ 7,2 bilhões previstos pelos norte-americanos.Outro destaque da balança comercial será o complexo carne. Nos sete primeiros meses do ano, os embarques somaram US$ 2,078 bilhões, ante US$ 1,886 bilhão em igual período de 2002. ?A receita cambial cresceu 27,8% mesmo com a queda dos preços internacionais?, disse. Beraldo afirmou que o Brasil deve fechar o ano no posto de maior exportador de carne bovina, superando a Austrália. ?Na Austrália, registra a pior seca dos últimos 30 anos, o que deve prejudicar as exportações?, afirmou. A estimativa da CNA é que as exportações de carne bovina somem 1,5 milhão de toneladas, ante 1,3 milhão de toneladas previstas para a Austrália. Entre janeiro e julho, o saldo da balança comercial do agronegócio foi recorde de US$ 13,5 bilhões, 40,3% superior ao verificado em igual período de 2002. Ele lembrou que o agronegócio respondeu por 41,5% da balança comercial brasileira entre janeiro e julho de 2003. Em igual período de 2002, o porcentual foi de 39,2%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.