Brasil cede e diz que eleição de Lamy será um avanço

O ministro da Agricultura do Brasil, Roberto Rodrigues, disse hoje, sexta-feira, que a designação do francês Pascal Lamy para dirigir a OMC é "um avanço", apesar de que o governo brasileiro tinha se oposto à candidatura. "Lamy representa um avanço nas negociações internacionais, pois é um homem de grande experiência no assunto", disse Rodrigues, informou seu escritório em uma nota à imprensa. A designação formal do candidato europeu para dirigir a Organização Mundial do Comércio (OMC) em substituição ao tailandês Supachai Panitchpakdi está prevista para 26 de maio em reunião do Conselho Geral do organismo multilateral. O único rival que sobrava era o uruguaio Carlos Pérez del Castillo, que retirou hoje sua candidatura. Posição do Brasil No mês passado, o Brasil retirou seu candidato, o diplomata Luiz Felipe de Seixas Correia, em vista do pouco respaldo conseguido e terminou apoiando Pérez del Castillo. O Brasil transformou em uma bandeira diplomática a luta contra os subsídios à agricultura aplicados pelos países ricos e é um dos impulsores do chamado Grupo dos Vinte (G-20), que reúne as nações em desenvolvimento que respondem por boa parte do comércio mundial de matérias-primas e bens básicos. Rodrigues disse que Lamy defendeu esse grupo como um progresso nas negociações dentro da OMC e a expectativa agora, acrescentou, é que sejam registrados bons avanços na área. O ministro brasileiro, no entanto, lamentou a retirada da candidatura de Pérez del Castillo.

Agencia Estado,

13 Maio 2005 | 16h59

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