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Brasil, China e zona do euro vão conter crescimento mundial, diz Moody's

Relatório da agência aponta que a previsão de crescimento zero no Brasil, desaceleração econômica chinesa e incertezas políticas na zona do euro serão obstáculos ao crescimento mundial, apesar da queda nos preços do petróleo dar força à economia dos EUA

Sergio Caldas, Agência Estado

11 Fevereiro 2015 | 09h18

A queda nos preços do petróleo vai dar força à economia dos EUA nos próximos dois anos, mas não conseguirá impulsionar o crescimento mundial significativamente, à medida que obstáculos vindos do Brasil, China, zona do euro e Japão contiverem a atividade econômica, afirma a Moody's em relatório.

Segundo a agência de classificação de risco, os EUA são um dos principais beneficiários do petróleo barato. "O ambiente econômico favorável nos EUA vai encorajar consumidores e companhias a gastarem parte dos ganhos na renda real oriundos dos custos de energia mais baratos", comentou Marie Diron, vice-presidente sênior da Moody's e autora do relatório.

Em novembro, a Moody's elevou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA para este ano, de 3,0% para 3,2%. Para 2016, a previsão é de expansão de 2,8%.


No caso do Brasil, que importa tanto petróleo quanto exporta, a Moody's prevê que o país terá crescimento zero entre 2014 e 2016, apresentando seu pior desempenho econômico desde a década de 1990.

"A fraca expansão do emprego, a inflação alta e as altas taxas de juros vão restringir os gastos dos consumidores, enquanto a consolidação das finanças públicas do governo brasileiro será negativa para o crescimento no curto prazo", disse a Moody's.

Em relação à China, a Moody's avalia que o barateamento do petróleo não impedirá a atual tendência de gradual desaceleração econômica do gigante asiático. A agência prevê que o PIB chinês crescerá menos de 7% em 2015, após a expansão de 7,4% vista no ano passado, e 6,5% em 2016.

No documento, a Moody's também cita que o aumento das incertezas políticas na zona do euro e a possibilidade de deflação ou inflação baixa prolongada na região também comprometem a perspectiva para o crescimento mundial.

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