Brasil continua atrativo para investimentos, conclui reunião dos bancos centrais

Os fluxos de capital devem continuar a alimentar as economias emergentes, entre eles o Brasil e a Argentina, nos próximos anos, diante da busca de novas alternativas de aplicação dos recursos por fundos de investimentos asiáticos. Essa foi uma das conclusões da reunião deste domingo na Basiléia entre presidentes de bancos centrais de países emergentes na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS).Durante o encontro, representantes mexicanos alertaram que as incertezas políticas provocadas por eleições podem levar à maior volatilidade na região. Mas o presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, insistiu que os fundamentos da economia brasileira estão sólidos. Nesta segunda-feira, Meirelles falará aos presidentes dos BCs dos dez países mais ricos do mundo. "Diante dos desequilíbrios fiscais (nos Estados Unidos), fundos de investimentos, principalmente os asiáticos, começam a se diversificar, fugindo do dólar e investindo inclusive na América Latina", disse o o presidente do BC argentino, Martin Redrado. "Pode haver um reequilíbrio internacional que favoreça o fluxo de capital para nossos países".Outra conclusão da reunião foi de que, apesar do aumento da taxa de juros nos países ricos, certas economias emergentes, como o Brasil, não devem ser afetadas, ainda que outras regiões em desenvolvimento sejam. "Brasil e Argentina se pré-financiaram para todo o ano de 2006 e parte de 2007 e a subida de taxa de juros não ameaça com a possibilidade de financiamento de nossos países", defendeu Redrado. Para ele, os dois parceiros no Mercosul estão em situações bem diferentes a de 2004, quando os Estados Unidos iniciaram o aumento da taxas de juros."Temos mercados domésticos mais fortes que serviriam para amortizar uma eventual falta de financiamento externo. Temos investidores institucionais que não tínhamos antes e que, portanto, daria maior tranqüilidade quando observados o aumento da taxa de juros internacional e o fato de os fluxos de capital continuam", afirmou o argentino.

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