Brasil continua monitorando petróleo

O presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, afasta a possibilidade de o preço do combustível subir a partir de julho por conta da portaria, aprovada pela Câmara dos Deputados, que determina que as distribuidoras e postos terão alíquota zero do PIS e Cofins. Esses tributos passariam a ser recolhidos apenas pelas refinarias. Os preços da gasolina e do diesel vendidos pela Petrobras vão embutir esta cobrança o que, segundo ele, na prática não representará aumento para as distribuidoras. Exceto àquelas que se recusavam a pagar os impostos. O objetivo é acabar com a "indústria das liminares", que permitem o não pagamento dos impostos, segundo Zylbersztajn. Situação externa e déficit com o FMI pressiona preços Outra expectativa de reajuste do preço dos combustíveis está atrelada a alta do petróleo no mercado internacional e à necessidade do governo brasileiro de cobrir o déficit da Parcela de Preços Específica (PPE). A chamada conta petróleo acumula um déficit estimado de quase R$ 600 milhões até o início de junho. O acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um superávit da PPE de R$ 3,5 milhões. Cotações abrem em baixa no mercado internacional No pregão eletrônico da Nymex, o petróleo apresenta uma leve queda. Os contratos caíam US$ 0,04, para US$ 29,65 por barril. Os investidores seguem no aguardo das decisões que serão tomadas na reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), marcada para amanhã, em Viena.Hoje, o petróleo está em alta nos negócios realizados na International Petroleum Exchange (IPE), que negocia contratos futuros do óleo, em Londres. Os contratos para agosto subiam US$ 0,12, para US$ 28,10 por barril.

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