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Brasil corre o risco de entrar em recessão, diz Morgan Stanley

Para o economista-chefe do banco, País deve crescer 2% em 2009 ou menos e o risco de recessão existe

Luciana Xavier e Lucinda Pinto, da Agência Estado,

18 de novembro de 2008 | 12h22

O Brasil corre o risco de entrar em recessão no 1º trimestre de 2009, disse nesta terça-feira, 18, o economista-chefe do Morgan Stanley, Marcelo Carvalho. "O Brasil está mais sensível ao quadro internacional do que se pensava. O País deve crescer 2% em 2009 ou menos e o risco de recessão existe", disse à Agência Estado. Segundo ele, o PIB brasileiro pode ficar negativo no 4º trimestre deste ano e 1º trimestre de 2009.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Para Carvalho, está claro que a percepção de que os emergentes sofrerão bem menos também não existe e ninguém, muito menos o Brasil, ficará "imune", e outros países, além do Brasil, poderão enfrentar recessão, como os do leste europeu. "A crise global será mais profunda e mais extensa do que se imaginava", afirmou.   Segundo o economista, o Morgan Stanley revisou para baixo o crescimento da economia mundial em 2009 de 2,5% para 1,7%, com contração de 1% do PIB na Zona do Euro, Estados Unidos e Japão. "Pela primeira vez em décadas teremos recessão sincronizada de vários países", comentou Carvalho.   Os emergentes que cresciam perto de 8% devem desacelerar para 6% este ano e 4% no ano que vem. Já a China deixará para trás crescimento de 12%, para crescer 9% este ano e 7,5% em 2009, estima Carvalho. Ele ressaltou que esse número é fraco em se tratando de China. "Com crescimento abaixo de 7% na China, a percepção é de recessão".   Carvalho acredita que após um 1º trimestre recessivo par ao mundo e 2º trimestre ainda difícil, a segunda metade de 2009 pode trazer recuperação, refletindo a política fiscal e de afrouxamento monetário. "É possível, dada a natureza dos choques, que a crise seja ainda mais prolongada. A recuperação será lenta e o mundo, mesmo quando voltar a crescer, terá crescimento aquém do que teve por vários anos. Aquele mundo de abundância global e apetite a risco acabou e não vai retornar tão cedo".

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