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Nilton Fukuda/Estadão
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Brasil cria 184 mil vagas com carteira assinada em março, aponta Caged

No mesmo mês do ano passado, logo no início da pandemia de covid-19, houve fechamento de 276.350 postos de trabalho

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2021 | 10h33
Atualizado 29 de abril de 2021 | 11h29

BRASÍLIA - O Brasil criou 184.140 empregos com carteira assinada em março deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira, 28, pelo Ministério da Economia. Em fevereiro, as contratações superaram as demissões em 395.166 vagas - número que foi revisado.

O resultado do mês passado decorreu de 1,608 milhão de admissões e 1,423 milhão de demissões. Em março do ano passado, em meio às medidas nacionais de restrição devido à primeira onda de covid-19, houve fechamento de 276.350 vagas com carteira assinada. 

Nos três primeiros meses deste ano, ainda de acordo com o Ministério da Economia, foram geradas 837.074 vagas com carteira assinada ante 108.825 no mesmo período de 2020.

Boa parte do mercado financeiro já esperava um novo avanço no emprego no mês passado, e o resultado veio dentro do intervalo das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. As estimativas eram de fechamento de 300 mil vagas à abertura de 275 mil vagas em março.

O Caged trata apenas do mercado formal, com carteira. O mercado de trabalho brasileiro é formado, na sua maior parte, pelo trabalho informal - daí a diferença com os números do IBGE.

O número de geração de vagas formais também está sob o impacto do programa do governo que permitiu às empresas cortarem salários e jornadas e suspenderem os contratos. Como contrapartida, o governo dificultou as demissões pelo mesmo número de meses em que os trabalhadores foram atingidos com uma das duas possibilidades (a da redução na jornada e salário ou a da suspensão dos contratos).

De acordo com o ministério, 3,152 milhões de trabalhadores seguiam com garantia do emprego em março graças às adesões em 2020 ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm). O programa foi relançado nesta terça-feira, 27, por meio de medida provisória, por mais quatro meses em 2021. 

Desde janeiro do ano passado o uso do sistema do Caged foi substituído pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) para as empresas, o que traz algumas diferenças na comparação com resultados dos anos anteriores. Na metodologia anterior (de 1992 a 2019), o melhor resultado para março na série sem ajustes havia sido em 2011, quando foram criadas 280.799 mil vagas no terceiro mês do ano.

Setores

O resultado de março foi novamente puxado pelo desempenho do setor de serviços, com a criação de 95.553 postos formais a mais do que demissões, seguido pela indústria geral, que abriu 42.150 vagas.

A construção civil abriu 25.020 vagas em março, enquanto houve um saldo de 17.986 contratações no comércio. Na agropecuária, foram criadas 3.535  vagas no mês.

No terceiro mês do ano, 23 unidades da federação registraram resultado positivo e apenas quatro tiveram saldo negativo - todas na Região Nordeste. O melhor resultado foi registrado em São Paulo, com a abertura de 50.940 postos de trabalho. O pior desempenho foi o de Alagoas, que registrou o fechamento de 8.310 vagas em março.

O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada passou de R$ 1.741,89, em fevereiro, para R$ 1.802,65 em março.

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