Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Brasil cria 372 mil vagas com carteira assinada em agosto, aponta Caged

Dados do governo mostram que no ano foram abertos 2,203 milhões de postos de trabalho formal no País

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2021 | 10h16
Atualizado 29 de setembro de 2021 | 11h15

BRASÍLIA - O mercado de trabalho formal brasileiro acelerou no mês passado e registrou um saldo positivo de 372.265 carteiras assinadas em agosto, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados há pouco pelo Ministério do Trabalho. Em julho, foram abertas 303.276 vagas.

Foi o oitavo mês consecutivo de abertura de postos de trabalho formal. O resultado do mês passado decorreu de 1,810 milhão de admissões e 1,438 milhão de demissões. Em agosto do ano passado,  já com o mercado de trabalho se recuperando dos efeitos da primeira onda da pandemia no Brasil, houve abertura de 242.543 vagas com carteira assinada.

O mercado financeiro já esperava um novo avanço no emprego no mês, mas o resultado ficou acima da mediana das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de abertura de 330 mil postos - o intervalo das projeções ia de geração de 100 mil a 426 mil vagas.

 

No acumulado do ano, o saldo do Caged é positivo em 2,203 milhões de vagas. No mesmo período do ano passado, sob efeito da pandemia, houve destruição de 849.387 postos formais.

De acordo com o ministério, 2,772 milhões de trabalhadores seguiam com garantia provisória de emprego em agosto graças ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm). Para cada mês de suspensão ou redução de jornada pelo programa, o trabalhador tem o mesmo período de proteção à sua vaga. O programa foi relançado em abril pelo governo por mais quatro meses neste ano.

O Caged trata apenas do mercado formal, com carteira. Porém, o mercado de trabalho brasileiro é formado, na sua maior parte, pelo trabalho informal - daí a diferença com os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados mais recentes mostram que a taxa de desemprego no País era de 14,1% no fim do segundo trimestre, com 14,4 milhões de pessoas em busca de trabalho.

Desempenho dos setores

O resultado do Caged de agosto foi novamente puxada pelo setor de serviços, que abriu 180.660 postos formais, seguido pelo comércio, com 77.769 vagas.

 A indústria geral abriu 72.694 vagas no mês, enquanto houve um saldo de 32.005 contratações líquidas na construção. Na agropecuária, foram criadas 9.232 postos de trabalho.

O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada caiu de R$ 1.817 em julho para R$ 1.792 em agosto, o menor valor dos últimos 12 meses.

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