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Brasil decide retaliar EUA no caso do algodão

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), composta por sete ministros, decidiu hoje retaliar os Estados Unidos no contencioso em que questiona os subsídios concedidos aos produtores de algodão. Segundo a secretária executiva da Camex, Lytha Spíndola, foi criado hoje um grupo de trabalho encarregado de avaliar e propor medidas para implementar a decisão.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

28 de outubro de 2009 | 18h53

Lytha afirmou que será confeccionada uma lista de produtos, a ser colocada em consulta pública na próxima semana, que potencialmente podem ser objeto de retaliação. O diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey, explicou que o objetivo da lista é permitir que o setor privado aponte quais produtos prejudicariam a economia brasileira, caso houvesse uma retaliação.

Segundo ele, a ideia é que o Brasil esteja pronto para aplicar essas medidas no início de 2010. "A possibilidade de não haver retaliação é se os Estados Unidos implementarem a decisão da OMC (Organização Mundial do Comércio). O objetivo do Brasil é fazer os Estados Unidos se moverem. Não movimentaríamos o governo todo (brasileiro) se não tivéssemos a intenção de aplicar a retaliação", disse.

O diretor explicou que, pelos cálculos do governo brasileiro, a retaliação seria em torno de US$ 800 milhões, considerando os dados de 2009. Esse número ainda não é definitivo, porque depende de os Estados Unidos informarem os valores dos subsídios concedidos sob forma de garantia às exportações de algodão.

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