Brasil defende acordo em 3 frentes na reunião da OMC

O Brasil não considera aceitável qualquer acordo em Bali que não inclua as três áreas que estão sendo negociadas - facilitação do comércio, agricultura e desenvolvimento comercial para os países mais pobres -, e é com esse espírito que o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, chega neste final de semana à Indonésia para a reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC).

LISANDRA PARAGUASSU, Agencia Estado

30 de novembro de 2013 | 07h40

"Não acho viável fechar apenas uma frente. Queremos os três. Não é o resultado ideal sair só com uma das áreas do pacote de Bali", afirmou ontem (29) antes de viajar. "Nós coordenamos o grupo do G-20, dos países em desenvolvimento, que vê as coisas de forma muito parecida."

Não seria aceitável para os países em desenvolvimento como um todo um resultado que seja apenas um lado. O atual estado das coisas, no entanto, não dá margem a que se pense nem mesmo em uma área a ser fechada. Depois de 150 horas em negociações extensas, na última terça-feira, o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, admitiu: as negociações chegaram a um impasse e, em Genebra, na sede da organização, os negociadores foram incapazes de cruzar a linha final.

A avaliação de Azevêdo é que será quase impossível fechar os textos nas três áreas numa negociação entre mais de 100 ministros. As áreas "com colchetes" - aquelas em que a negociação não está fechada - são "muitas e de natureza muito técnica". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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