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Brasil defende 'coordenação global'

A perspectiva de reversão da política monetária nos Estados Unidos é um tema de especial preocupação dos países emergentes e em desenvolvimento do G-20. A afirmação foi feita ontem pela presidente Dilma Rousseff, que deixou a Rússia após a reunião de cúpula do grupo. "Todos os participantes entendem que é importante haver um papel de coordenação das políticas econômicas, especialmente nas economias avançadas do G-20", afirmou.

SÃO PETERSBURGO, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2013 | 02h04

Dilma comentou que os principais países do G-20 concordam que há sinais cada vez mais frequentes de recuperação de algumas economias desenvolvidas, mas que essa reação ainda é frágil e incentivos são necessários. Diante desse cenário, ela disse que a principal preocupação, especialmente entre emergentes, é a perspectiva de reversão da política monetária nos EUA. "Ao sair da atual política monetária, especialmente no caso do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), o que não for bem comunicado, e se não for feito de uma forma muito cuidadosa, pode afetar países em desenvolvimento", afirmou a presidente.

Dilma reforçou ainda a defesa de reforma de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e também do sistema financeiro global.

Dilma também criticou a atuação do Fed. Em meio à uma confusão diplomática com o presidente dos EUA, Barack Obama, pela suspeita de espionagem sobre o governo brasileiro, ela disse que "houve um problema de comunicação (do Fed) com o mercado".

Segundo a presidente, o tema foi debatido pelos integrantes da reunião de cúpula do G-20, em especial os países em desenvolvimento e emergentes. "Isso foi muito insistido pelos países: para que houvesse melhor comunicação com os mercados e para que houvesse uma transição mais tranquila", disse, após observar que muitos países emergentes viram "perda de valor de ativos" com o início da sinalização de reversão da política monetária dos EUA.

"Ninguém ficou discutindo se cabia ou não cabia essa medida. Mudou a conjuntura. Foi dado que essa é uma decisão doméstica, mas que há spill over (transbordamento da medida). Não é uma avaliação de valor. É diferente, é um outro tipo de postura. ", disse Dilma. / F.N.

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