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Brasil deve aproveitar status de credor sem gastar à toa, diz Lula

Para presidente, gasto deve ser direcionado à infra-estrutura.

Marcia Carmo, BBC

22 de fevereiro de 2008 | 20h15

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que é preciso aproveitar o momento de expansão econômica do Brasil e o novo status de credor do país e contrair novas dívidas para investir em infra-estrutura, sem gastar "à toa". "Em 500 anos de história, apenas a partir de ontem (quinta-feira) passamos a ter mais reservas do que a nossa dívida pública e privada", afirmou. "Precisamos aproveitar uma situação que não é privilegiada, mas melhor que têm todos os países. Temos, todos os países, que começar a nos endividar. Não para gastar dinheiro à toa, mas para gastar com infra-estutura, para facilitar o desenvolvimento da América do Sul". As declarações de Lula foram feitas durante discurso no Congresso Nacional argentino, um dos pontos da sua visita à Argentina, onde permanecerá até este sábado. As afirmações do presidente foram feitas um dia depois de divulgados dados do Banco Central mostrando que o Brasil passou a ser credor em dívida externa tanto pública quanto privada. Com isso, o país registra reservas superiores à sua dívida externa do setor público e do setor privado. "Tentação armamentista"No discurso, Lula defendeu a aliança estratégica com a Argentina que inclui, a partir desta sua viagem à capital do país vizinho, um acordo na área de energia nuclear. "Vamos lançar um satélite conjunto e desenvolver programa de cooperação pacífica em matéria nuclear que será exemplo para um mundo conflagrado pela tentação armamentista e pela intolerância política e ideológica", disse. Lula afirmou ainda que essa associação entre os dois países inclui também o "sonho" da livre circulação de pessoas. "Não canso de repetir que uma Argentina competitiva e industrializada fortalece o Brasil e o Mercosul". EnergiaO presidente Lula falou ainda da importância de melhorar a infra-estrutura energética da região, ampliando alternativas como biocombustíveis. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, Lula e Cristina tiveram uma conversa "ampla e franca" sobre a questão energética dos dois países. A conversa deve continuar neste sábado com a presença dos dois presidentes e do colega boliviano Evo Morales, além do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e outros técnicos.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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