Brasil deve crescer 1,3% em 2015, diz Cepal

Situação brasileira só não é pior do que a da Argentina, calcula a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe

Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S. Paulo

02 Dezembro 2014 | 12h47

O Brasil deve ficar na rabeira do crescimento econômico entre os países da América Latina no ano que vem, segundo projeções divulgadas nesta terça-feira pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Os economistas do organismo das Nações Unidas estimam expansão de apenas 1,3% na economia do Brasil em 2015.

Segundo a Cepal, a situação brasileira só deve ser melhor que a da Argentina - cuja economia deve crescer 1% - e da Venezuela, com expectativa de recessão de 1%. Para a região como um todo, a projeção é de crescimento de 2,2% em média. Os países que liderarão a expansão regional em 2015 são o Panamá, com aumento do Produto Interno Bruto (PIB) estimado em 7%, a Bolívia (5,5%), o Peru, a República Dominicana e a Nicarágua (5%).

Neste ano, a Cepal prevê que o PIB regional crescerá somente 1,1%, ante a primeira projeção de expansão de 2,2%. Confirmado, será o crescimento mais baixo desde 2009. Para o Brasil, a expectativa é de alta de 0,2% no PIB - no início deste ano, a previsão inicial era de 1,4%. Pior que o Brasil, novamente, apenas Argentina e Venezuela, cujas economias devem "encolher" 0,2% e 3%, respectivamente. 

De acordo com o organismo das Nações Unidas, o aumento moderado do PIB no ano que vem ocorrerá em um contexto de lenta e heterogênea recuperação da economia mundial, com queda nos preços das matérias-primas e um escasso dinamismo da demanda externa da região, além do aumento da incerteza financeira.

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