Brasil deve crescer mais; corte da Selic pode ser menor

O Brasil deve crescer mais, enquanto a taxa básica de juros (Selic, atualmente 15,75% ao ano) pode cair em ritmo menor. É isso o que aponta a pesquisa Focus, do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira. Isso porque, após 52 semanas de estabilidade, o mercado previu que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) não deve ficar mais em 3,5%, mas em 3,51%. Enquanto isso, o juro deve ser cortado em 0,5 ponto porcentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), e não mais em 0,75 como previsto anteriormente. Apesar da alta para as estimativas do PIB, o esperado ainda é distante aos 4% esperados pelo próprio BC. As previsões de crescimento da produção industrial neste ano, por sua vez, ficaram estáveis em 4,50% pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, estas projeções estavam em 4,33%. Para 2007, as expectativas de crescimento do PIB continuaram inalteradas em 3,70% pela quarta semana consecutiva. As previsões de expansão da produção industrial no próximo, por sua vez, prosseguiram em 4,50% pela quinta semana consecutiva. JurosPara o final do ano, as previsões de juros ficaram estáveis em 14% pela quarta semana consecutiva. As estimativas de taxa média de juros para este ano, em contrapartida, subiram de 15,25% para 15,28%. Esta foi a segunda elevação consecutiva destas previsões, que estavam em 15,19% há quatro semanas. Para o final de 2007, essas estimativas permaneceram inalteradas em 13% pela sétima semana seguida. A projeção média para o próximo ano continuaram em 13,50% pela terceira semana consecutiva.Inflação Mesmo com o mercado sinalizando um corte menor na Selic, as projeções para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano voltaram a cair pela sexta semana consecutiva. A taxa apontada nesta segunda foi de 4,33%, ante 4,36% da semana anterior. Com a nova redução, criou-se uma folga em relação à meta central do indicador, finalizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 4,5% para este ano. Para 2007, as expectativas de mercado para o indicador ficaram estáveis em 4,50% pela 38ª semana consecutiva. O porcentual esperado de inflação para o próximo ano equivale à meta central já fixada pelo CMN.Para abril último, as previsões de inflação ficaram estáveis em 0,25%, enquanto, para maio, as estimativas caíram pela segunda vez consecutiva, de 0,24% para 0,23%. DólarSegundo o mercado, o dólar também deve cair. As expectativas para a cotação da moeda norte-americana no final deste mês caíram de R$ 2,12 para R$ 2,10, marcando a segunda queda consecutiva destas previsões. As previsões de câmbio para o final do ano, por sua vez, ficaram estáveis em R$ 2,20 pela oitava semana consecutiva. Para o final de 2007, as estimativas recuaram de R$ 2,35 para R$ 2,33 após três semanas de estabilidade em R$ 2,35. DívidaAs estimativas para a dívida líquida do setor público deste ano continuaram estáveis em 50,50% do PIB pela 10º semana consecutiva. Mesmo com a manutenção, o porcentual é superior aos 50% do PIB esperados pelo próprio BC. Já para 2007 as projeções apresentaram queda de 49,05% para 49% do PIB. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 49,05%. Balança e contaAs projeções para o superávit da balança comercial neste ano caíram de US$ 40,37 bilhões para US$ 40,32 bilhões. As estimativas de superávit em conta corrente, em contrapartida, ficaram estáveis em US$ 9 bilhões pela 12º semana consecutiva. Para 2007, as previsões de ganhos da balança ficaram estáveis em US$ 36 bilhões, acompanhando a manutenção dos ganhos da conta corrente, que, segundo a pesquisa, permaneceram em US$ 4,50 bilhões pela quarta semana seguida.Investimento estrangeiroO fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) neste ano também deve subir. Segundo a Focus, o montante passou de US$ 15,06 bilhões na semana passada para US$ 15,40 bilhões, marcando a segunda elevação consecutiva destas previsões. Apesar da alta, as estimativas de fluxo de IED ainda estão distantes dos US$ 18 bilhões esperados pelo próprio BC. Para 2007, as expectativas de entrada de IED recuaram de US$ 16,50 bilhões para US$ 16,30 bilhões. Há quatro semanas, estas previsões estavam em US$ 16,40 bilhões.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.