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Brasil deve dar o troco à UE, diz presidente da Abiec

Segundo Marcus Vinicius Pratini de Moraes, governo precisa adotar posição agressiva contra embargo

Ana Conceição, da Agência Estado,

13 de fevereiro de 2008 | 13h38

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), Marcus Vinicius Pratini de Moraes, voltou a dizer nesta quarta-feira, 13, que o governo brasileiro precisa ter uma posição mais agressiva com relação à ameaça da União Européia à carne nacional. "É preciso dar o troco à Europa, que tem sido arrogante e tenta desqualificar a carne brasileira." Pratini de Moraes fez a declaração nesta manhã, após a abertura da 12ª Showtec, evento de tecnologia agrícola realizado em Maracaju, município localizado no centro-oeste do Mato Grosso do Sul. De acordo com Pratini, a lista de 300 propriedades exigida pela UE é inaceitável, pois seriam necessárias entre 10 mil a 15 mil propriedades cadastradas, levando em conta uma programação anual de abate da ordem de 11 milhões de cabeças para atender ao mercado europeu. "É uma medida muito restritiva e sem fundamento", disse.  Segundo o presidente da Abiec, o mercado europeu vai enfrentar a falta de cortes como coxão mole, contra filé e picanha, o que provocará um aumento no preço da carne bovina. Ele acredita que em questão de pouco de tempo haverá pressão tanto dos importadores quanto dos consumidores europeus pelo retorno da carne brasileira.  Para ele, em 90 dias a UE e o Brasil devem chegar a um acordo sobre o número de propriedades. Até lá, a indústria deve ter uma perda de receita mensal de US$ 80 milhões. Pratini observa que esse valor pode não se efetivar, por conta da boa demanda do mercado doméstico. "O mercado interno está forte e podemos nem ter aumento no volume das exportações neste ano. Teremos sim, aumento de receita", disse ele.  Estomatite Em relação a ocorrência de estomatite bovina no município de Cocalinho (MT), Pratini disse que o problema não preocupa, porque Brasil e Rússia já têm acordo sanitário sobre a doença e as indústrias afetadas poderão enviar carnes de animais abatidos em outros Estados. O governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), disse após o evento em Maracaju que os pecuaristas do Estado já estão perdendo com a possibilidade de embargo europeu. Segundo ele, desde o anúncio da rejeição da lista enviada pelo governo brasileiro, a cotação da arroba do boi gordo no Estado caiu de R$ 71 para R$ 65, o equivalente a R$ 108 por cabeça. O governador disse que o Estado está realizando reuniões com o governo federal para retomada do status sanitário de área livre de aftosa com vacinação. "Não vamos permitir que tratem o Mato Grosso do Sul como um mercado de segunda classe".

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