Brasil deve expandir exportações para países árabes

O presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Paulo Sérgio Atallah, entregou hoje ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, um estudo sobre o comércio entre o Brasil e os 22 países árabes. A principal conclusão do trabalho é que as exportações brasileiras para aquela área poderão aumentar de US$ 2,4 bilhões em 2002 para US$ 7 anuais, num período de quatro anos.O estudo indica que os setores brasileiros com maior potencial de venda para os países do Golfo Pérsico e do Magreb são os de aviões, automotivo, de equipamentos médicos e hospitalares, de máquinas e equipamentos agrícolas, móveis, alimentos industrializados, materiais de construção, proteínas animal e vegetal e serviços. Segundo o Atallah, o estudo não leva em consideração o impacto de um possível conflito no Iraque sobre o comércio dos países árabes com o Basil.Atallah argumentou que o estudo envolve estimativas de médio e longo prazos. Ao contrário da visão do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, o presidente da Câmara Árabe-Brasileira acha que a guerra não trará oportunidades comerciais para o Brasil.Atallah, disse que o principal fato que trouxe impacto sobre investimentos e o comércio árabes foi o ataque terrorista ao World Trade Center em Nova York, em 11 de setembro de 2001. Segundo ele, desde então empresas árabes com filiais nos EUA iniciaram um movimento de retirada de seus investimentos daquele país. Estimativas não oficiais indicam que a saída de recursos árabes dos EUA variou de US$ 100 bilhões a US$ 400 bilhões, desde 2001.Para Atallah, o Brasil poderá tornar-se um dos principais receptores alternativos dos investimentos árabes. Ele informou que a cada semana um empresário árabe visita a sede Câmata de Comércio Árabe-Brasileira, em São Paulo. "Quase sempre a conversa termina com a seguinte frase: ´Vou mudar o meu escritório de compras dos Estados Unidos para o Brasil´", afirmou. Empresários sauditas que atuam na produção de frangos, em distribuição de produtos a supermercados e na área imolbiliária já teriam investido no Brasil.

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