Brasil deve exportar US$ 168 bi em 2010, diz Barral

Segundo ele, essa meta depende de retomada das compras por parte de países desenvolvidos

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

07 de dezembro de 2009 | 13h57

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, afirmou que o Brasil tem a meta de exportar US$ 168 bilhões em 2010, volume superior ao total de US$ 150 bilhões de exportações que deve ser registrado neste ano.

 

Segundo ele, alguns fatores serão importantes para determinar se o País alcançará tal objetivo, especialmente a velocidade de recuperação da economia internacional. "Hoje há lentidão da recuperação dos Estados Unidos e da Europa. O avanço - das vendas externas - dependerá da retomada das compras dos mercados importadores."

 

Embora reconheça que o atual nível de câmbio é um fator que preocupa empresários e autoridades do governo, Barral ressaltou que a cotação do real ante o dólar norte-americano não é o único fator que determina o ritmo das exportações brasileiras. Ele mencionou que a acumulação de créditos tributários por este segmento de empresários é mais importante do que o câmbio.

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Segundo o secretário, a Alemanha nos últimos 20 anos manteve a sua posição de uma das principais potências exportadoras, embora o marco alemão fosse uma divisa muito forte e o que continua ocorrendo hoje pelo seu substituto que é o euro, a moeda da União Europeia.

 

"O país tem boa logística, não acumula créditos tributários, tem incentivos para os seus exportadores, exibe bons mecanismos de promoção comercial e realiza acordos internacionais."

No Brasil, segundo ele, o câmbio afeta os diversos setores produtivos de forma diferenciada. Ele pondera que os segmentos intensivos de mão de obra relacionados à indústria são geralmente mais afetados. Porém, destacou que empresas importadoras de insumos tendem a ser beneficiadas com o real forte. Ele mencionou que câmbio está favorecendo fabricantes de produtos eletrônicos e de aviões.

 

Barral ponderou ainda que o Brasil apresenta empresas de alta qualidade que estão se estabelecendo em mercados tradicionais, citando o caso da rede de restaurante de comida árabe Habib''s que está ingressando em alguns países do Oriente Médio.

 

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