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Brasil deve fazer emissão de mais US$ 2,5 bi até fim de 2004

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, disse que está confiante em que o Brasil vai completar o seu planejamento de captações externas sem maiores dificuldades este ano, apesar da perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos. A perspectiva de captação do Brasil é de um volume de US$ 2,5 bilhões até o fim do ano. Juros mais altos nos Estados Unidos tornam os investimentos no Brasil menos atrativos e encarecem as captações.Levy lembrou, contudo, que há no momento muitas incertezas sobre quando, como e em que magnitude o Federal Reserve (banco central dos EUA) vai reagir. "O próprio Fed é humilde o suficiente para dizer que não tem bola de cristal. Então o momento em que o governo americano vai agir está de certo modo em alguns dos preços, mas há muita incerteza se vai ser antes ou depois de junho, por exemplo. Mas, certamente até o fim do ano essa incerteza vai estar resolvida ", afirmou Levy.Mudança no superávitLevy disse que o Brasil se propôs a entrar no projeto piloto do FMI, que visa excluir os investimentos em infra-estrutura do cálculo do superávit primário, porque "a idéia conceitualmente é maravilhosa mas temos que ver na prática, pois há uma porção de detalhes que têm de ser estudados".Ele disse que há inclusive uma unidade no Tesouro que já vem estudando isto há algum tempo e inclusive está fazendo propostas. "O que a gente está procurando não é alívio fiscal, mas sim a melhoria do gasto público; uma maneira de canalizar recursos para infra-estrutura, pois o Brasil precisa aumentar o estoque de infra-estrutura e principalmente baixar o custo do investimento em infra-estrutura", explicou Levy.

Agencia Estado,

27 de abril de 2004 | 12h59

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