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Brasil deve pedir extradição de Salvatore Cacciola

Ex-banqueiro condenado por desvio de verba pública e fraudes é detino em Mônaco pela Interpol

Renata Veríssimo e Marcelo Auler, do Estadão,

16 de setembro de 2007 | 10h39

O ex-banqueiro Salvatore Cacciola, foragido da Justiça brasileira há sete anos, foi preso pela Interpol no sábado, 15, em Mônaco. Ele era dono do banco Marka e foi condenado a 13 anos de prisão pelos crimes de desvio de dinheiro público e gestão fraudulenta de instituição financeira.   Veja também:  Prejuízo para os cofres públicos foi de R$ 1,57 bi   O Ministério da Justiça deve pedir a extradição de Cacciola. O ministro Tarso Genro fará nesta segunda uma reunião com a Polícia Federal e o Itamaraty para discutir os detalhes operacionais para a extradição. Segundo a Assessoria de Imprensa do Ministério da Justiça, Genro soube da prisão pela Polícia Federal.O banqueiro foi condenado em 2005 por crimes contra o sistema financeiro no Brasil, após o seu banco ter recebido ajuda financeira do Banco Central (BC), considerada fraudulenta, para cobrir prejuízos com operações de câmbio. Após prisão preventiva em 2000, Cacciola fugiu para Itália.O Itamaraty informou que a embaixada brasileira em Roma ainda não foi notificada oficialmente da prisão, o que deve ocorrer ao longo da semana. Assim que o comunicado chegar a Brasília, será encaminhado ao Ministério da Justiça que poderá solicitar a extradição.   Troféu   A Polícia Federal já vinha tentando chegar ao ex-banqueiro há alguns anos. A ofensiva começou a ser feita na gestão de Paulo Lacerda, quando o diretor-executivo Zulmar Pimentel manteve contatos com a Interpol na expectativa de que Cacciola deixasse o território italiano e fosse pego em outro país.Uma das principais apostas de Pimentel, que acabou não se confirmando, era de que Cacciola aparecesse na Alemanha durante a Copa do Mundo de futebol, no ano passado.O banqueiro é admirador do esporte.Pimentel passou toda a Copa na Alemanha oficialmente conhecendo o esquema de segurança da competição para implantá-lo no Pan-Americano do Rio. Na prática, porém, ele esperava voltar de lá tendo Cacciola como troféu. Só que o italiano não foi localizado pela polícia alemã. Além disso, pouco antes da ida à Alemanha, Pimentel esteve no Rio acompanhado de uma delegada da Interpol de Brasília. O objetivo era pedir, junto à Justiça Federal no Rio, onde tramitou um dos processos contra o banqueiro, a atualização de documentos, como a condenação e o mandado de prisão de Cacciola, para que a polícia internacional pudesse prendê-lo na Alemanha.   Caso Marka   O Banco Marka e o Banco FonteCindam haviam apostado que o real não seria desvalorizado e venderam vultosos contratos de dólar na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Quando a política cambial foi alterada, em favor do regime de flutuação do dólar, os bancos constataram que haviam apostado no "perdedor" e, por motivos diversos, ficaram impossibilitados de cumprir os contratos.   Os grupos foram "salvos" pelo Banco Central, que vendeu dólares a R$ 1,27 e a R$ 1,32, respectivamente - quando a cotação estava em R$ 1,55 -, em quantidades suficientes para que honrassem os compromissos. Em meio à ampla discussão que se travou, soube-se que a BM&F havia alertado o BC sobre a possibilidade de ocorrer o chamado "risco sistêmico" - situação em que a quebra de uma instituição leva a outras quebras.   Em carta enviada ao BC, a BM&F não mencionou, porém, o nome do Banco Marka. Enquanto os bancos eram salvos, aplicadores no fundo Marka-Nikko, administrado pelo Banco Marka, perdiam quase todo o dinheiro que haviam investido. var keywords = "";

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