Brasil deve produzir mais para responder à crise, diz Lula

Presidente compara seu governo ao de Juscelino Kubitschek e diz que País vive 'momento de otimismo'

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

23 de junho de 2008 | 12h57

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou nesta segunda-feira, 23, o seu governo "aos anos de ouro" de Juscelino Kubitschek e disse que a resposta do Brasil à crise dos alimentos será "produzir mais". Em discurso na solenidade de comemoração dos 50 anos da Bayer em Belford Roxo na Baixada Fluminense, Lula citou o otimismo que tomava conta do Brasil em 1958 quando "o presidente JK, ele mesmo considerado um presidente bossa-nova, dava o tom de otimismo". Veja também:Entenda os principais índices de inflação  Entenda a crise dos alimentos   Lula prosseguiu afirmando que "quis o destino que, 50 anos depois, e trabalhamos muito para isso, o Brasil esteja vivendo outro momento de otimismo". O presidente citou os crescimentos que vêm sendo registrados na indústria, no comércio, nos empregos formais, nos salários e nos investimentos e disse que "eleva-se novamente a auto-estima dos brasileiros, como aconteceu nos anos dourados de JK". Lula foi além na comparação e sugeriu que o momento atual é ainda melhor do que há 50 anos, já que a inflação agora está sob controle e o Brasil já obteve o grau de investimento. O presidente também fez uma conexão direta entre os bons resultados da Bayer - cujas vendas no Brasil cresceram 25% em 2007 - e as realizações do seu governo afirmando, por exemplo, que as vendas de defensivos agrícolas da empresa alemã aumentaram porque o agronegócio tem crescido no Brasil.  O presidente brincou dizendo que o único dado não tão favorável para a Bayer provavelmente estará nas vendas de aspirina, já que, segundo ele, os brasileiros têm hoje menos motivo para dor de cabeça. Ele fez também um trocadilho com o slogan da Bayer, "Se é Bayer, é bom", afirmando que "Se é Brasil, é bom".

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