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Brasil deverá ter 5 mil lojas de conveniência até o final do ano

Até o final do ano, o Brasil deverá contar com aproximadamente cinco mil lojas de conveniência, estabelecimento que já divide a preferência do consumidor de postos de combustíveis. Esta é uma das conclusões da pesquisa Perfil do Consumidor das Lojas de Conveniência, um levantamento inédito, desenvolvido pela Gouvêa de Souza & MD, em parceria com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). De acordo com a pesquisa, a importância crescente desse formato de loja está na constatação de que elas atualmente apresentam um grau de atratividade praticamente igual à das bombas de combustível.O levantamento, que integra o anuário Combustíveis e Lojas de Conveniência 2006, lançado na última quarta-feira, em Belo Horizonte, mostra que 51% do universo de entrevistados se dirige ao posto devido à necessidade de abastecimento. Os outros 49% procuram as lojas para comprar algo de consumo imediato ou não."É o atestado da maturidade do canal de conveniência no Brasil", avalia Carlos Vieira de Mello, gerente de marketing da rede de postos da BR Distribuidora e coordenador do setor de conveniência no Sindicom.A previsão da entidade é que, ao final deste ano, o comércio de conveniência no Brasil fature cerca de R$ 1,5 bilhão. No ano passado, a receita total chegou a R$ 1,3 bilhão, 15, 7% a mais do que em 2004. De acordo com a entidade, no final de 2005 haviam 3.453 lojas espalhadas por todos os estados brasileiros, número 13,5% superior ao verificado no ano anterior e que representa cerca de 10% da rede de postos do País. "É um varejo que tem muito espaço para crescer", salienta Mello.Há dez anos, conforme dados do sindicato, o número de lojas de conveniência no Brasil não chegava a mil unidades. A projeção é que em 2010 o País contará com pelo menos oito mil estabelecimentos. Segundo Mello, o faturamento médio anual das lojas é de quase R$ 400 mil.A maior concentração desse chamado "mercado jovem", com menos de duas décadas de existência, está na região sudeste - 42,6% dos estabelecimentos. O número de empregos diretos e indiretos em todo território nacional é estimado em 123 mil. Em média, no Brasil, são abertas oito lojas por semana.Poder aquisitivoRealizada em abril, a pesquisa analisou 1.923 casos em São Paulo e no Rio de Janeiro. O levantamento revela que os freqüentadores, em sua maioria, possuem maior poder aquisitivo e cerca de 80% pertencem às classes A e B. Talvez isso explique o fato de que 64% dos entrevistados manifestaram disposição de pagar um valor a mais por um produto que supostamente custe R$ 5 no supermercado.Do universo pesquisado, 91% dos consumidores enxergam o canal de compras como um local onde certamente o preço do produto seria superior aos R$ 5. Outra característica, é que 68% deste público possuem cartão de crédito e outros 62%, cartões de débito.O coordenador do Sindicom, porém, garante que os produtos nas lojas têm se tornado mais acessíveis. "Hoje elas já atendem às classes C e D", afirma.A pesquisa constatou também que a maior procura por este tipo de formato de loja é do público masculino (72%). Deste universo, 77% pertencem à classe A. Trata-se também de um contingente predominantemente jovem, pois 84% dos freqüentadores entrevistados possuem idade inferior a 46 anos.FreqüênciaOutro aspecto ressaltado no levantamento é que 74% dos consumidores freqüentam as lojas pelo menos uma vez por semana, sendo que 18% informaram que visitam os pontos todos os dias. Embora a maioria utilize o automóvel (62%), 32% das pessoas entrevistadas disseram que foram até o posto a pé. "A loja de conveniência agrega mais valor ao serviço do que o próprio combustível. O impulso desse consumidor é motivado por outras necessidades e ele freqüenta o estabelecimento de três a sete vezes por semana, em razão de seu mix de produtos", observa Mello.

Agencia Estado,

01 de setembro de 2006 | 15h35

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