Brasil disputa mais investimentos no setor petrolífero

O Brasil é o principal foco dos investimentos no setor de petróleo de pelo menos duas multinacionais - El Paso e Rolls Royce - e disputa, com boas chances, uma fatia dos US$ 45 bilhões que a Shell reservou para os próximos três anos."O Brasil é um bom exemplo de País onde a Shell pode crescer", disse o vice-presidente de exploração e produção da Shell, John Haney, em sua apresentação na feira Rio Oil & Gas nesta terça-feira. Segundo ele, a matriz está definindo onde vai alocar os recursos separados para 2005 e o Brasil disputa com outras áreas para receber parte dos investimentos.No portfolio da Rolls Royce, o País deu um salto em 2004 e passou a ser o segundo maior mercado mundial da companhia, atrás apenas do Mar Cáspio. A posição foi conquistada devido aos contratos assinados pela Rolls Royce para o fornecimento de turbinas geradoras de energia elétrica para as plataformas P-51 e PRA-1. Ambas representarão para a Rolls Royce uma receita de US$ 80 milhões, o que eleva a participação do Brasil no faturamento da empresa no mundo de 10% para 30%.Para a El Paso, o País já é considerado a maior aposta da companhia no mercado internacional, à frente do Golfo do México e da costa da África. "Depois dos Estados Unidos, o Brasil é o maior foco da El Paso no mundo", afirmou o presidente de Óleo e Gás da companhia norte-americana, Ric Barton, em entrevista na Rio Oil & Gas. Segundo ele, a companhia deve investir no próximo ano cerca de US$ 50 milhões na área de exploração do País, onde participa em 16 blocos obtidos em rodadas da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

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