Brasil diz confiar no acordo Mercosul-UE

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje que ainda está confiante na possibilidade de conclusão das negociações do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Européia até outubro. "Não rompemos de maneira nenhuma as negociações. As conversas técnicas continuam", afirmou Amorim ao lado do chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos.Moratinos também se mostrou otimista com a possibilidade de retomada das negociações e a conclusão do acordo até outubro. "É lógico que em uma negociação tão importante há momentos de desespero ou de inquietudes mas estou confiante de que é possível chegar a um ponto intermediário entre os interesses das duas partes", disse.ArgentinaAmorim confirmou que manterá encontros com autoridades argentinas entre os dias 8 e 9 de agosto, em uma iniciativa voltada para contornar os impasses da chamada "guerra das geladeiras". Ele afirmou que o conceito que deve prevalecer é o de "mais Mercosul e não o de menos Mercosul". "Precisamos impulsionar a integração das políticas industrial, agrícola e tecnológica para evitar que apaguemos novos incêndios", disse.Amorim defendeu ainda que esse trabalho seja conduzido com base em dois fatores essenciais: o primeiro, que a competitividade de alguns setores não seja ignorada e, o segundo, que sempre haverá necessidade de flexibilizações e de respeito às sensibilidades em um processo de transição. OMCO chanceler afirmou ainda que poderá estar presente à reunião da Organização Mundial do Comércio na próxima semana, na qual será debatido o rascunho de um acordo básico para a Rodada Doha. Irritado com críticas sobre a condução do Itamaraty nas negociações comerciais, Amorim rebateu: "Dizer que o Brasil não quer negociar é uma falsa representação da realidade. Estamos nisso (na OMC) para negociar. É o que fazemos com a União Européia, na OMC e o que estamos fazendo com a Alca". Amorim disse que se o Brasil realmente tivesse uma postura protecionista e isolacionista tentaria se aproveitar da situação das negociações para abandoná-las.

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