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Brasil é 3ª maior origem de dinheiro suspeito

Segundo PF da Suíça, 6% dos 115 casos investigados em 2008 foram de brasileiros, superados apenas pelos italianos e pelos próprios suíços

Jamil Chade, GENEBRA, O Estadao de S.Paulo

27 de maio de 2009 | 00h00

Os brasileiros estão entre os mais investigados e processados na Suíça por lavagem de dinheiro, segundo a Polícia Federal do país. De acordo com os dados oficiais, em 2008, os brasileiros foram a terceira nacionalidade mais processada no país por crimes financeiros.A Suíça é conhecida por seu sistema de sigilo bancário e por ter um terço de toda a fortuna privada do mundo em seus cofres, cerca de US$ 7 trilhões. Pressionado, o país vem sendo obrigado a iniciar investigações sobre lavagem de dinheiro e corrupção. A evasão fiscal, porém, continua protegida e está provocando um amplo debate no país. Segundo os dados da Policia Federal suíça, 115 casos de lavagem de dinheiro foram processados em 2008. O Brasil respondeu por 6%, superado apenas pelos italianos e pelos próprios suíços. Os casos envolvendo brasileiros são mais numerosos do que os processos de lavagem de dinheiro em relação à máfia russa ou aos cartéis de drogas da Colômbia. Nigéria e outros países africanos também têm menos casos.No Brasil, a Operação Suíça e as Operações Kaspar 1 e 2 identificaram várias irregularidades na transferência de recursos de brasileiros para os bancos UBS e Credit Suisse.No fim do ano passado, o Estado revelou como doleiros trabalhavam nos escritórios do Credit Suisse, situado na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, em São Paulo. Em Genebra, os bancos estão processando seus ex-funcionários por terem sido os autores de supostos vazamentos de informações sobre o funcionamento do bancos no Brasil e em outros países. Nos Estados Unidos, o UBS foi acusado de ter colaborado na lavagem de milhões de dólares.Há menos de uma semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou um discurso a empresários na Turquia para pedir mais uma vez o fim dos paraísos fiscais.Os dados oficiais apontam para um aumento no número de acusações de lavagem de dinheiro na Suíça. No total, as denúncias chegaram a uma marca recorde em 2008, com 851 casos. Os casos envolveram a lavagem de dinheiro de US$ 1,5 bilhão.Os suíços garantem que a grande parte das denúncias vem dos próprios bancos locais, que não querem confusões com clientes. Pela lei suíça, os bancos são obrigados a informar atividades suspeitas - 67% dos casos identificados pela polícia foram denunciados pelos bancos. Mas, na realidade, a situação é diferente. Os bancos identificados por processos na Justiça têm duas opções: cooperar e sair do caso como aliado da polícia, ou ser identificado como suspeito de ter colaborado para a lavagem de dinheiro. No ano passado, seis banqueiros suíços foram condenados por terem ajudado fiscais de renda no Rio de Janeiro a lavar dinheiro de corrupção. Suas penas, porém, foram leves. A polícia ainda identificou quase cem casos de denúncias de corrupção no exterior, com dinheiro encontrado nos bancos suíços.

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