Brasil é 37º em ranking que prevê ganhos salariais em 2007

Um estudo da consultoria ECA International prevê que o aumento do rendimento médio real no Brasil em 2007 ficará entre os mais baixos em uma comparação entre 45 países. Segundo a Pesquisa de Tendências Salariais 2006/2007, com ganhos de 1,4%, em média, o Brasil ficará em 37º lugar no ranking liderado Índia.Entre os dez países que devem ter o maior aumento real de renda, segundo a consultoria, sete ficam na Ásia. A previsão representa uma piora expressiva no quadro verificado em 2006, quando o Brasil ficou em 6º lugar no levantamento, com média de reajuste real - em que se desconta o valor da inflação - de 3,4%.Para elaborar a pesquisa, a consultoria compilou informações de empresas nacionais e internacionais sobre os reajustes concedidos em 2006 a seus funcionários e a previsão de aumentos para 2007.Inflação em quedaSegundo um porta-voz da consultoria em Londres, a redução da inflação no Brasil em 2006 (que ficou em 3,14%, pelo IPCA, contra 5,69% em 2005) explica, em parte, a queda brusca na posição do ranking e também a perspectiva de menores aumentos em 2007."Como também se espera uma inflação menor em 2007, as empresas estão prevendo reajustes consideravelmente mais baixos neste ano", disse o porta-voz.Na Ásia, apesar de o relatório também apontar inflação baixa em boa parte dos países pesquisados, outros fatores pressionam empresas a concederem aumentos mais expressivos, como "o forte crescimento econômico e a escassez de talentos, principalmente no nível gerencial", segundo o porta-voz.Na Índia, o país líder no ranking, o aumento real neste ano deverá ser de 7%, segundo a previsão da consultoria. Em segundo lugar, está a Malásia e, em terceiro, a China, ambos com reajuste real médio de 6% previsto para 2007. Os trabalhadores argentinos das empresas pesquisadas terão, segundo o levantamento, o menor aumento na renda entre os 45 países, com ganho real de 1%. Nos Estados Unidos, esse percentual deve ficar em 1,1%.

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