Brasil é 39º em ranking de segurança no mercado de trabalho

A segurança do mercado de trabalho brasileiro ficou na 39ª posição, atrás da Argentina (37ª posição), em um universo de 90 países que concentram 86% da população mundial, de acordo com estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e divulgado hoje pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP. O estudo, conhecido como Índice de Segurança Econômica (ISE), considerou fatores como oportunidades do mercado de trabalho, proteção contra a demissões, carreiras, proteção contra os acidentes e enfermidades no trabalho, horário de trabalho, educação e formação profissional, renda, tributação progressiva e a proteção da participação coletiva por meio de sindicatos independentes e associações de empregadores incorporados nas decisões de governo. Suécia, Finlândia, Noruega e Dinamarca, países escandinavos, oferecem os indicadores mais elevados, conta o estudo, seguidos pela Holanda, Bélgica, França, Luxemburgo, Canadá, Irlanda, Áustria, Espanha, Portugal e Reino Unido. Os Estados Unidos, ocupam o 25º lugar e o Brasil apareceu num bloco intermediário, que, além de Argentina, teve presença de Ucrânia, Costa Rica, África do Sul e Panamá. O levantamento adverte que a segurança econômica está distante da maioria dos trabalhadores do mundo e que essa realidade contribui para criar um mundo marcado pela ansiedade e pela violência. "Apenas 8% dos trabalhadores vivem em países ricos, nos quais é possível encontrar condições favoráveis na área de segurança econômica", informa a OIT. Outra conclusão do documento revela que a "América Latina é a região mais desigual do mundo no que se refere à distribuição de renda", e que tal tendência tem se acentuado ao longo do tempo. Pessimismo O pessimismo entre trabalhadores também merece destaque. "Na América Latina, apenas um em cada quatro empregados entrevistados foi beneficiado por uma promoção nos últimos anos", informa. "Grande parte dos trabalhadores se mostra pessimista e a ampla maioria na Argentina, Brasil e Chile não tem expectativa de melhorar sua situação nos próximos dois anos."

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